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Mostrando postagens de Novembro, 2010

Crítica: Megamente

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Não adianta: podem surgir ainda muitos estúdios produzindo animações - como o Blu-Sky, que foi responsável pela trilogia A Era do Gelo e o ainda inédito Rio; ou o Illumination Entertainment, que estreou com o pé direito graças a Meu malvado favorito - mas a briga principal sempre vai ser entre a Disney e a Dreamworks.
Quando eu digo Disney, entendam, estou falando apenas do estúdio do Mickey, excluindo a Pixar Animation (que já é hors concours, mesmo). O motivo principal desta briga é Jeffrey Katzenberg, um ex-pupilo do mestre Walt que se bandeou para outros desafios depois de realizar, somente!, os grandes sucessos da Disney da virada da década de 80 e início dos anos 90 (A Pequena Sereia, A Bela e a Fera, Aladdin e O Rei Leão te dizem alguma coisa?). O desafio foi criar um novo estúdio junto a ninguém menos que Steven Spielberg. Assim surgiu a Dreamworks, que desde o seu debut no campo da animação (o bíblico O príncipe do egito) vem dando um certo trabalho para o poderoso concorrente…

Pôster da semana: O Vencedor, de David O. Russel (EUA, 2010)

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Crítica: RED - aposentados e perigosos

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O cinema definitivamente descobriu as histórias em quadrinhos.
Quem lê uma frase como esta de maneira solta, pode até pensar que foi dita por um desses nerds fãs de Batman ou Homem-aranha. Mas se a pessoa que leu fizer um paralelo com a atual produção cinematográfica, e se lembrar de filmes como Estrada para perdição, Marcas da Violência, Anti-herói Americano ou O procurado, vai descobrir coisas interessantes: todas são baseadas em quadrinhos; nenhuma delas tem heróis fantasiados lutando contra o crime; todas são filmes com temáticas adultas.
Os quadrinhos hoje são fonte de inspiração para roteiristas e matérias primas importantes para a indústria do cinema, e as adaptações deste tipo de arte para as telonas não vão parar tão cedo. E o mais novo exemplar é este RED - aposentados e perigosos.

A Graphic Novel homônima da Wildstorm (hoje braço da DC Comics) foi lançada em 2003. A sigla RED significa em português "aposentados extremamente perigosos", exatamente o mote dos quadrinho…

Filmes criticados no Blog: atualização

Segue a lista de filmes que já foram criticados no blog. Última atualização!
* (ruim)O LobisomemIdas e vindas do amorUma noite fora de sérieAprendiz de feiticeiroO último mestre do ar
** (bom)AvatarNinePercy Jackson e o ladrão de raiosUm olhar do paraísoSimplesmente complicadoAlice no País das MaravilhasFúria de TitãsA Saga Crepúsculo: EclipseShrek Para SempreEncontro ExplosivoO Bem AmadoMeu malvado favoritoSaltComo cães e gatos 2 - a vingança de Kitty GaloreA Lenda dos GuardiõesJogos Mortais 7Scott Pilgrim contra o mundoUm parto de viagem
*** (ótimo)GomorraA Princesa e o SapoSherlock Holmes

Pôster da semana: Incontrolável, de Tony Scott (EUA,2010)

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Crítica: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1

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Diz a lenda que Joanne Kathleen Rowling começou a rascunhar o que seriam os primeiros esboços dos livros de Harry Potter dentro de um café de Edimburgo utilizando um guardanapo de papel, pois a autora não tinha recursos para outro tipo de material na época. Alguns anos e muitos milhões de dólares depois, a inglesa não somente é uma das mulheres mais ricas da Grã-bretanha, como também é responsável direta por um fenômeno sem precedentes na literatura mundial. A saga do menino bruxo reavivou o gosto pela leitura nas crianças, jovens e até mesmo nos adultos, e redefiniu a forma como o mercado editorial iria passar a enxergar as obras de fantasia.
Em 2001, a obra de Rowling tomou de assalto os cinemas, dividindo espaço com Hobbits e outros seres fantásticos. Começava aquela que seria a série cinematográfica mais lucrativa da história do cinema. Dez anos depois, estamos finalmente chegando ao final. E numa decisão ousada do estúdio Warner Bros, o derradeiro livro chega aos cinemas dividido …

Review: Série Harry Potter

Hoje a noite estréia a primeira parte da derradeira saga do bruxo que devolveu para as crianças do mundo todo o gosto pela leitura! Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte 1 é novamente dirigido por David Yates, que já havia conduzido os últimos dois episódios da série. Para os iniciados (será que ainda existe alguém que não conheça?), segue abaixo um pequeno resumo crítico dos filmes anteriores, com minhas cotações usuais. Protego!
HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL (2001) O começo da saga de J. K. Rowling nos cinemas tinha tudo que os fãs poderiam querer: protagonistas infantis que eram a cara dos personagens do livro, grandes atores britânicos como coadjuvantes, um trilha sonora épica conduzida com perfeição pelo maestro John Williams, cenários que fizeram o castelo de Hogwarts ganhar vida na tela grande e um roteiro que era fiel a obra original. O filme foi um grande sucesso de bilheteria, e até hoje é o mais lucrativo da série.
Cotação: ***
HARRY POTTER E A CÂMARA SECRETA (2002) Pr…

Crítica: Um parto de viagem

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Todd Phillips redescobriu o caminho do sucesso como diretor em 2009, quando apresentou o divertido Se Beber, não case às platéias do mundo todo. De lambuja, ainda lançou ao grande público o carismático Zach Galifianakis, que era um completo desconhecido e roubou a cena (sem tirar o mérito dos outros atores).
Falando assim, era de se pensar que um projeto envolvendo a dupla e que ainda trouxesse na bagagem Robert Downey Jr. - que está em um momento fantástico da carreira - só poderia significar coisa boa. Mas ficou tudo na intenção. Um parto de viagem é um filme agradável, mas o saldo final é bem decepcionante.
A originalidade passou longe no roteiro de Alan R. Cohen e Alan Freedland, ambos profissionais que migraram da TV para o cinema. Misturando os clichês mais óbvios dos road movies com situações que parecem sair da série Entrando numa fria, os roteiristas mostram que a lição de casa na empreitada cinematográfica não foi bem conduzida. Para piorar, o personagem de Galifianakis chega…

Crítica: Scott Pilgrim contra o Mundo

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Tem gente que considera o video-game uma fuga, uma maneira de afogar o stress depois de um dia tenso no trabalho. Questão de opinião. Quando você começa a jogar é legal, você até se diverte um pouco. Mas vai passando o tempo, e aquilo tudo fica tão previsível, enjoativo. No meu caso, isto acontece depois de no máximo uns vinte minutos.
Se você pensa como eu, talvez tenha a mesma sensação ao assistir Scott Pilgrim contra o mundo, novo trabalho do visionário diretor Edgar Wright, do divertido e diferente filme de zumbis Todo mundo quase morto.
Baseado em uma história em quadrinhos alternativa, Scott Pilgrim mistura rock e video-game em um visual estilizado como a muito tempo não se via no cinema. Não poderia ser diferente, afinal de contas, é um filme de Edgar Wright. No entanto, o fraco da película é exatamente o material no qual é baseado. Apesar de todo o apuro técnico no visual, a história não empolga nem o mais fanático fã de Super Mario Bros.
Scott Pilgrim é interpretado por Michael …

Crítica: Jogos Mortais 7

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O cinema de suspense e horror hollywoodiano passava por uma crise criativa sem precedentes até muito recentemente. Nas telas, o que se via com mais frequencia eram as refilmagens, seja de clássicos do passado (até Psicose sofreu com esse mal) ou mesmo de hits orientais (Ringu, ou O Chamado, como é conhecido por aqui). Mesmo mestres como Wes Craven se rendiam ao óbvio (o que não dizer das sequências pouco memoráveis do excelente Pânico?). Em 2004, no entanto, um novo sopro de vida ao combalido gênero chegou aos cinemas, com a estréia do primeiro Jogos Mortais.
O filme de James Wan foi um absoluto sucesso de público e de crítica, e criou um novo ícone do terror - o sádico psicopata conhecido como Jigsaw (interpretado pelo ator Tobin Bell, que provavelmente nunca irá se livrar do estigma do personagem). Misturando uma trama bem elaborada de suspense com cenas fortes de tortura e mutilação, Jogos Mortais mostrou que era possível um filme de horror ter consistência. O final do filme origina…