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Mostrando postagens de maio, 2013

Crítica: Além da Escuridão - Star Trek

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Quando J.J. Abrams foi o escolhido para comandar a cadeira de diretor do reboot de Star Trek, muita gente torceu o nariz. Até então mais conhecido por ser o criador da série fenômeno Lost, Abrams tinha no cinema a experiência como diretor apenas com o terceiro Missão Impossível, que, diga-se de passagem, havia conseguido reerguer a franquia que estava em baixa depois do péssimo segundo epísódio. Mas era exatamente seu envolvimento com a série dos náufragos que perturbava os fãs xiitas de Kirk, Spock e cia, que temiam que o estilo arrojado do diretor não combinasse com a estrutura clássica de ficção científica que a série ostentava desde a época em que era exibida na TV. Mas eis que o filme chega aos cinemas em 1999, e para surpresa de iniciados (ou Trekkers, como eles preferem ser chamados) e não iniciados, tem tudo o que era necessário para agradar a ambas as partes: um roteiro bem escrito que desenvolve os personagens, muita ação, efeitos especiais impressionantes e bons atores

Crítica: Se Beber, Não Case 3

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Quando chegou aos cinemas em 2009, Se beber, não case fez um barulho impressionante. Com uma narrativa inovadora, um elenco carismático e em boa sintonia, participações especiais espertas (quem não lembra de Mike Tyson, canastrão até dizer chega?) e a direção ágil de Todd Philips, o filme se tornou o maior recordista de bilheteria para uma comédia de censura R (em que menores de 17 anos só podem assistir acompanhados dos pais ou de um responsável). O sucesso rapidamente fez a Warner encomendar uma continuação, que em 2011 repetiu o êxito em bilheteria mas desagradou a crítica e parte do público por repetir a fórmula da primeira aventura quase que totalmente, apenas trocando uma ou outra situação e o ambiente da trama, que sai da agitada e multicolorida Las Vegas para a excêntrica e multiétnica Bangcoc, na Tailândia.  Seja ou não pela pressão que houve da repetição de ideias, Todd Phillips resolveu não insistir e nesta segunda continuação não reservou uma outra noite de esbórnia e

Pôster da semana: "Blue, is the Warmest Colour", de Abdeliatif Kechiche (França, 2013)

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Crítica: Velozes e Furiosos 6

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Nunca houve no cinema uma franquia que teve tantas segundas chances quanto  Velozes e Furiosos. Depois que o primeiro filme fez um relativo sucesso em 2001, a Universal fez diversas escolhas ruins com a série, que teve sua primeira sequencia sem o astro Vin Diesel (que preferiu dedicar-se aos projetos A Batalha de Riddick e Triplo X ) e uma segunda totalmente sem conexão com as anteriores e com um elenco desconhecido, típico de produção de baixo orçamento. Foi apenas em 2007, depois de praticamente enterrar Toretto, O´Connor & companhia, que o estúdio resolveu juntar tudo o que havia dado certo nos filmes anteriores e colocar a franquia nos eixos. Demorou um pouco, mas agora parece que eles encontraram o caminho certo. Velozes e Furiosos 6 deixa  de lado a tentativa de ser um filme focado apenas nas sequencias espetaculares de corrida para se entregar de vez à ação e ao divertimento pop desprovido de grandes pretensões artísticas. O resultado das bilheterias é a prova d

Crítica: Reino Escondido

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O Blue Sky estúdios ainda está correndo atrás da sua identidade no difícil jogo que se tornou o Cinema de animação. Enquanto seus concorrentes investem pesado em projetos autorais - caso da Pixar, dos estúdios Ghibli, Laika e alguns estúdios Europeus - ou em franquias de sucesso - como a Dreamworks com os bem sucedidos Madagascar, Kung-Fu Panda e Como Treinar Seu Dragão -, o estúdio tenta emplacar uma outra história diferente da cinessérie  A era do gelo, que apesar do sucesso mundial (o último capítulo quase alcançou o bilhão de dólares) arrecada cada vez menos nos EUA e já não entusiasma os críticos há algum tempo. O fraco Robôs, o correto Horton e o mundo dos quem e o colorido e divertidíssimo Rio (cuja sequência já foi anunciada) não conseguiram desempenho que fizesse a produtora se firmar como uma das preferidas do público. Esta rejeição não deveria acontecer, haja visto a receptividade do curta metragem que antecede o novo filme do estúdio, Reino Escondido, protagonizado pel

O Ataque matador da Marvel: Homem Formiga, Pantera Negra e Doutor Estranho!

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Que os filmes da Marvel Studios viraram uma febre, todo mundo já sabe. Mas nem mesmo os mais eufóricos poderiam imaginar um cenário como o que vemos hoje: dois filmes da produtora entre os 10 maiores da história da Cinema. Se Vingadores foi um arrasa quarteirão sem precedentes em 2012 quase unanime com elogios de público e crítica, Homem de Ferro 3 pode ser considerado, então, um sucesso ainda mais impressionante, e mostra o poder de Robert Downey Jr. como Tony Stark. Mesmo desagradando dois entre três fãs com o roteiro cheio de furos e o desfecho dado ao personagem clássico dos gibis, o vilão Mandarim, o filme já ultrapassou a barreira o bilhão de dólares no mundo e deve firmar-se como a quarta maior bilheteria da história, atrás apenas de Avatar, Titanic, e do próprio Os Vingadores. Considerando que até alguns anos atrás o Homem de Ferro não era um herói muito conhecido do público em geral, trabalhar com estas figuras clássicas que geram menos expectativas - logo, com mais c

Pôster da semana: "Faroeste Caboclo", de René Sampaio (Brasil, 2013)

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Crítica: Somos tão Jovens

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Filmes que contam a vida de astros da música popular brasileira não são novidade no Cinema Nacional pós retomada. Desde de cinebiografias, como Cazuza - O Tempo não para, Dois Filhos de Francisco e o recente Gonzaga - De Pai para Filho até os documentários como  Simonal - Ninguém sabe o duro que dei, explorar as personalidades da música e suas - quase sempre - vidas cheias de conflitos era um prato cheio para melodramas com pouca substância, que se apegavam mais à força da obra do artista que estava firme em segundo plano, compondo a trilha sonora, do que efetivamente a contar uma boa história. Não ia demorar muito para um dos mais cultuados mitos da nossa geração ganhar seu próprio filme. Filmes, aliás. Com projetos paralelos sendo tocados ao longo dos anos - graças à burocracia que acomete a produção brazuca e é mais um dos muitos empecilhos ao desenvolvimento do nosso Cinema -, Renato Russo chegará em dose dupla aos cinemas brasileiros em 2013. Com Faroeste Caboclo, ficção que