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Crítica: Kingsman - O Círculo Dourado

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Matthew Vaughn entende de adaptações de quadrinhos como ninguém. Não bastasse ter sido responsável por um dos melhores filmes dos X-Men (Primeira Classe), também tem no currículo os excelentes Kick-ass - Quebrando tudo,Stardust - O Mistério da Estrela e, claro, Kingsman - Serviço Secreto.
Em todos estes filmes, a estética de ação exagerada dos quadrinhos estava presente - em Stardust com menos relevância, dado que se tratava de uma aventura épica de fantasia - mas foi em Kingsman - Serviço Secreto que o diretor atingiu o ápice neste estilo, muito em parte considerando a premissa da HQ que inspirou o filme, que tirava sarro com os filmes de espiões e agentes secretos como 007 e Missão Impossível. Essa era a maior graça de Kingsman: não se levar a sério.
Não precisa nem dizer que a continuação do sucesso inesperado de 2014 não esqueceu da fórmula de sucesso. Pelo contrário: Kingsman - O Círculo Dourado é um daqueles filmes que te fazem sair do cinema com um sorriso de satisfação no ros…

Crítica: IT, A Coisa

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Adaptar a obra de Stephen King é algo bastante comum em Hollywood, mas foram poucas as vezes em que os projetos resultaram em algo memorável. Um destes casos é IT, uma obra prima do medo, telefilme que apresentou ao mundo uma das obras mais extensas do escritor, e aterrorizou toda uma geração graças a atuação inspirada de Tim Curry como o palhaço Pennywise.
Quase trinta anos depois - o que é interessante, pois este é também o intervalo em que a criatura surge para uma nova onda de matanças na obra do escritor - Pennywise está de volta, desta vez interpretado pelo Sueco Bill Skarsgård no sensacional IT, A Coisa, filme que não apenas faz justiça à sensacional obra do mestre Stephen King como também eleva a outro patamar técnico o cinema de horror.

Era de se esperar que este novo IT fosse especial, haja vista o nome na cadeira do diretor, Andy Muschietti, que já havia demonstrado talento para assustar em Mama. O diretor tomou várias decisões acertadas nesta adaptação, sendo a mais inter…

Crítica: Dunkirk

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Quem acompanha a carreira de Christopher Nolan já deve ter notado a facilidade que o diretor tem de transitar entre gêneros, comprovada por trabalhos tão distintos como Amnésia, Batman - O Cavaleiro das Trevas, A Origem e Interestelar. Mas estes filmes tem algumas coisas em comum, que podemos considerar serem a assinatura do cineasta: a montagem dinâmica e alternada, a câmera nervosa com seu balanço desconcertante, a trilha sonora intensa que potencializa a narrativa, dentre outros.
Pensando nestas características da filmografia do diretor, é fácil entender por que Dunkirk se tornou seu projeto mais ambicioso. O jeito de Nolan contar histórias é perfeito para um drama de guerra, e isto, mais que qualquer outra coisa, é o que faz deste filme a joia na coroa da vitoriosa carreira do cineasta.

Nolan já deixa claro que a experiência de assistir Dunkirk será intensa nos primeiros minutos do filme, que mostra um pequeno grupo de soldados atravessando uma cidade abandonada quando são interc…

Crítica: Mulher Maravilha

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Algumas pessoas insistem em acreditar, seja por convicções político ideológicas ou apenas por desconhecimento puro e simples, que quando se pensa em grandes personagens as mulheres perdem feio dos homens. Ledo engano. Se isto fosse verdade, Norma Desmond (Gloria Swanson em Crepúsculo dos Deuses), Leia Organa (Carrie Fisher em Guerra nas Estrelas), Clarice Starling (Jodie Foster em O silêncio dos inocentes) ou Scarlet O´Hara (Vivian Leigh em E o vento levou), não seriam tão memoráveis e ícones absolutos da sétima arte. E entre elas está talvez o maior e mais completo personagem de todos os tempos.
Mas pelo Cinema se tratar em grande parte de um negócio que visa lucros cada vez maiores, diversas lógicas nem sempre muito ortodoxas foram surgindo. Uma delas era a que filmes de ação protagonizados por mulheres estariam fadados ao fracasso, e tudo por que produções do gênero que poderíamos contar nos dedos não alcançavam números expressivos de bilheteria, quando em comparação as dezenas de…

Crítica: Rei Arthur - A Lenda da Espada

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Existem figuras histórias e personagens da literatura clássica que constantemente ganham versões cinematográficas dos mais variados estilos. Dentre eles, a lenda do Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda é uma das mais recorrentes, e já inspirou comédias (Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado), animações (A Espada era a Lei, A Espada Mágica - A Lenda de Camelot), séries de TV (Camelot, As Brumas de Avalon) e produções de grande orçamento (Rei Arthur, de Antoine Fuqua). 
Percebemos que existe um problema com estas produções quando a mais lembrada pela maioria das pessoas é exatamente aquela que se trata de uma paródia, Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado. Dito isto, ao saber que um diretor autoral e moderno como Guy Ritchie ia dirigir sua versão de Rei Arthur, não faltou expectativa para que finalmente tivéssemos um filme dramático que fosse realmente memorável.
Mas infelizmente ainda não foi desta vez. Embora tenha um orçamento considerável e bons atores nos papéis princ…

Crítica: Alien Covenant

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Quando Ridley Scott lançou Prometheus, o diretor surpreendeu ao apresentar o início de uma nova franquia que prometia explorar a mitologia que foi apenas sugerida na saga Alien, aparando arestas como as origens da criatura apelidada pelos fãs como Space Jockey e do próprio Xenomorfo que revolucionou o gênero da ficção científica de horror. 
Prometheus trazia uma estética um pouco diferente dos filmes anteriores da franquia, apoiando com mais força sua narrativa na discussão religiosa e no debate entre fé e ciência e deixando em segundo plano o horror slasher. Mas a recepção fria de grande parte do público acabou causando grandes mudanças neste projeto, que podemos confirmar agora nesta sequencia, Alien Covenant.

E essas mudanças não foram poucas. Apesar de contar com Michael Fassbender repetindo seu excelente personagem (o androide David, que aqui ganha um "irmão" também interpretado por Fassbender) e uma pequena ponta de Guy Pierce, isto é o pouco do que temos de continuida…

Crítica: Guardiões da Galáxia Vol. 2

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Em seu plano de dominação global, a Marvel Studios deu em 2014 um passo que para muitos seria um tiro no pé: Guardiões da Galaxia, filme que apresentava personagens de terceiro escalão da editora e que eram pouco conhecidos até pelos fãs de quadrinhos. Mas o que ninguém sabia era que os planos com este filme eram muito maiores do que apenas popularizar estes personagens. Com o Quarteto Fantástico na Fox, grande parte do Universo Cósmico da Casa das Ideias estava em poder do estúdio concorrente, e o que sobrou ou surgiria timidamente nos filmes do Thor ou seria esquecido por completo. James Gunn, no entanto, assumiu o risco de trabalhar uma equipe praticamente desconhecida em uma aventura própria, e com isto abrir as portas para a entrada de diversos destes elementos cósmicos no Universo Cinematográfico da Marvel.
Guardiões da Galáxia Vol. 2 chega para mostrar que a Marvel sabe muito bem os rumos que pretende seguir com seu Universo nos cinemas nos próximos anos. Apesar de funcionar co…