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Crítica: Rei Arthur - A Lenda da Espada

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Existem figuras histórias e personagens da literatura clássica que constantemente ganham versões cinematográficas dos mais variados estilos. Dentre eles, a lenda do Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda é uma das mais recorrentes, e já inspirou comédias (Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado), animações (A Espada era a Lei, A Espada Mágica - A Lenda de Camelot), séries de TV (Camelot, As Brumas de Avalon) e produções de grande orçamento (Rei Arthur, de Antoine Fuqua). 
Percebemos que existe um problema com estas produções quando a mais lembrada pela maioria das pessoas é exatamente aquela que se trata de uma paródia, Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado. Dito isto, ao saber que um diretor autoral e moderno como Guy Ritchie ia dirigir sua versão de Rei Arthur, não faltou expectativa para que finalmente tivéssemos um filme dramático que fosse realmente memorável.
Mas infelizmente ainda não foi desta vez. Embora tenha um orçamento considerável e bons atores nos papéis princ…

Crítica: Alien Covenant

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Quando Ridley Scott lançou Prometheus, o diretor surpreendeu ao apresentar o início de uma nova franquia que prometia explorar a mitologia que foi apenas sugerida na saga Alien, aparando arestas como as origens da criatura apelidada pelos fãs como Space Jockey e do próprio Xenomorfo que revolucionou o gênero da ficção científica de horror. 
Prometheus trazia uma estética um pouco diferente dos filmes anteriores da franquia, apoiando com mais força sua narrativa na discussão religiosa e no debate entre fé e ciência e deixando em segundo plano o horror slasher. Mas a recepção fria de grande parte do público acabou causando grandes mudanças neste projeto, que podemos confirmar agora nesta sequencia, Alien Covenant.

E essas mudanças não foram poucas. Apesar de contar com Michael Fassbender repetindo seu excelente personagem (o androide David, que aqui ganha um "irmão" também interpretado por Fassbender) e uma pequena ponta de Guy Pierce, isto é o pouco do que temos de continuida…

Crítica: Guardiões da Galáxia Vol. 2

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Em seu plano de dominação global, a Marvel Studios deu em 2014 um passo que para muitos seria um tiro no pé: Guardiões da Galaxia, filme que apresentava personagens de terceiro escalão da editora e que eram pouco conhecidos até pelos fãs de quadrinhos. Mas o que ninguém sabia era que os planos com este filme eram muito maiores do que apenas popularizar estes personagens. Com o Quarteto Fantástico na Fox, grande parte do Universo Cósmico da Casa das Ideias estava em poder do estúdio concorrente, e o que sobrou ou surgiria timidamente nos filmes do Thor ou seria esquecido por completo. James Gunn, no entanto, assumiu o risco de trabalhar uma equipe praticamente desconhecida em uma aventura própria, e com isto abrir as portas para a entrada de diversos destes elementos cósmicos no Universo Cinematográfico da Marvel.
Guardiões da Galáxia Vol. 2 chega para mostrar que a Marvel sabe muito bem os rumos que pretende seguir com seu Universo nos cinemas nos próximos anos. Apesar de funcionar co…

Crítica: Despedida em grande estilo

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Um bom time de atores as vezes faz a diferença para a qualidade de um filme, e quando estamos falando de um grupo com Michael Caine, Morgan Freeman, Alan Arkin e Christopher Lloyd no ataque, é praticamente certeza de acertar o gol em cheio. 
É por isto que Despedida em grande estilose torna um programão. Embora apresente uma história sem muitas novidades, fica difícil não rir e se emocionar na poltrona com estes incríveis atores que provam mais do que nunca que chegar à terceira idade não significa perder a vitalidade e a vontade de fazer a diferença.

Despedida em grande estilo é um filme de assalto típico, com a diferença que seus protagonistas são todos sexagenários e precisarão passar por cima das dificuldades da idade para cometer o crime perfeito. Tudo começa quando Joe (Michael Caine) resolve recuperar o dinheiro que ele e os amigos Willie (Morgan Freeman) e Albert (Alan Arkin) deixaram de receber com a apropriação de suas pensões, assaltando o banco que foi responsável pela neg…

Crítica: Vigilante do Amanhã - Ghost in the Shell

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A indústria do entretenimento japonesa é uma das mais ricas do mundo. Se considerarmos todo o material produzido na terra do sol nascente entre mangás, animes, livros, filmes e programas de TV, seriam necessários muitos anos para qualquer um se sentir minimamente imerso neste universo. 
Não é de se estranhar então que Hollywood vez por outra procure inspiração em terras nipônicas para sua produção cinematográfica. Podemos citar alguns exemplos, como Círculo de Fogo, o novo Godzilla e, por que não, o recente filme dos Power Rangers. Mas ainda não tínhamos visto um projeto que adaptasse na íntegra e com fidelidade um mangá de sucesso e tão representativo e importante para a cultura pop quanto Ghost in the Shell.
Mas Vigilante do Amanhã - Ghost in the Shell pode ser o começo de uma virada muito bem vinda nesta história. Mesmo com toda a polêmica da escalação de Scarlett Johansson para o papel principal (que reacendeu a discussão do whitewashing em Hollywood), o filme é uma adaptação dec…

Crítica: A Cabana

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O romance A Cabana de William P. Young se tornou um sucesso global desde seu lançamento em 2007, vendendo mais de 18 milhões de cópias. Apesar de ser um livro essencialmente cristão, trata de temas que são reconhecíveis para os praticantes de qualquer religião, e sua mensagem de amor e perdão emociona até mesmo os corações mais resistentes.
Um projeto para um filme baseado no best-seller já circulava há alguns anos em Hollywood, e por muito tempo a maior curiosidade foi a escalação do elenco que interpretaria personagens tão singulares quanto os apresentados na obra. Agora que A Cabana chega aos cinemas, os fãs podem ficar tranquilos: um dos maiores acertos do filme é o time formado por Sam Worthington, Octavia Spencer, Avraham Aviv Alush e Sumire Matsubara.

Em A Cabana,Mackenzie Phillips ( Sam Worthington) vive um longo período de luto pela perda da filha mais nova, que foi sequestrada e brutalmente assassinada. Um dia, ele recebe uma carta que teria sido enviada a ele por Deus, con…

Crítica: O Poderoso Chefinho

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Os últimos anos tem sido difíceis para a Dreamworks Animation. Depois do fracasso de Turbo e As aventuras de Peabody e Sherman, o estúdio precisou fechar uma de suas principais divisões de animação, a PDI, e reduziu drasticamente seus lançamentos, desempregando um grande número de profissionais. Vários projetos foram cancelados, dentre eles a sequência de Os Croods e o musical Larrikins, que teria Hugh Jackman e Margot Robbie no elenco. 
Mas desde que passou a ser um braço da Universal Pictures, que também é dona do estúdio Illumination (Meu malvado favorito, Minions), as coisas parecem ter se ajeitado para a Dreamworks, e em 2016 o estúdio conseguiu dois relativos sucessos de público: Kung Fu Panda 3 e o colorido Trolls. 
Para tentar manter o bom resultado de público e crítica, chega aos cinemas O Poderoso Chefinho, animação de Tom McGrath, o mesmo diretor da trilogia Madagascar, com roteiro adaptado de um livro de mesmo nome, escrito e ilustrado por Marla Frazee, uma renomada escri…