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Mostrando postagens de Novembro, 2012

Pôster da semana: "Silver Linings Playbook", de David O. Russel (EUA,2012)

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Crítica: Elefante Branco

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Ninguém faz filmes com temáticas sócio-políticas como a Argentina nos dias de hoje. Reflexo ou não do momento que vive o país, os inúmeros filmes que exploram o gênero, de Nove Rainhas a este novo Elefante Branco, são responsáveis diretos pelo sucesso e reconhecimento internacional que o Cinema dos nossos vizinhos latino-americanos conquistou nos últimos anos.
Pablo Trapero é um destes cineastas que sabe como ninguém retratar as mazelas da sociedade Argentina. Se em Abutres ele já havia chamado atenção, agora com Elefante Branco ele se firma como um dos grandes nomes do Cinema Latino, e entrega um filme que impressiona pela crueza com que mostra uma realidade que muita gente tenta fingir acreditar que não existe.

O filme aproveita uma história real - o assassinato de Carlos Mujica, um religioso que praticava ajuda humanitária em uma favela na periferia de Buenos Aires - para contar a história de dois Padres, Julián e Nicolás, que junto de uma assistente social, precisam conviver com a v…

Crítica: Amanhecer - parte 2

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A saga dos vampiros de Stephenie Meyer finalmente chegou ao final nos cinemas, depois de repetir a estratégia da franquia Harry Potter e dividir sua última parte em dois filmes (algo que veremos em breve também com Jogos Vorazes). Nas divulgações finais do filme, os produtores não foram nem um pouco humildes e estamparam o slogan 'o final épico que viverá para sempre' nos cartazes e materiais promocionais, atiçando a curiosidade de quem pensava que o último filme realmente poderia fazer um diferencial.
Mas A Saga Crepúsculo: Amanhecer - parte 2 não corrige os erros dos filmes antecessores da franquia e apenas termina de maneira aceitável a cinessérie. O grande destaque da adaptação é a mudança considerável no final - totalmente diferente do livro - que foi uma jogada corajosa da roteirista Melissa Rosenberg e que deve irritar muita gente.

Primeiramente, há que se lembrar que literatura e cinema são mídias diferentes, e que é muito comum que algo que funcione em uma não dê mui…

Pôster da semana: "Oz, Mágico e Poderoso", de Sam Raimi (EUA, 2013)

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Crítica: Gonzaga - de pai para filho

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Breno Silveira é um dos mais experientes profissionais do cinema nacional atual. Como muitos no país, começou de forma simples, atuando no departamento de som em produções menores. Trabalhou como fotógrafo na produção que representou a retomada do nosso cinema, Carlota Joaquina. Tornou-se produtor de filmes como Gêmeas. Dirigiu curtas metragens, até se tornar escritor e diretor de 2 filhos de Francisco. Um caminho árduo, percorrido ao longo de mais de 20 anos.
O sucesso do filme que contava a história de Zezé de Camargo e Luciano colocou seu nome de vez nos holofotes, mas seu projeto seguinte, Era uma vez, não conseguiu repetir o êxito do antecessor. O segredo, então, foi partir em busca de outra figura icônica de nossa vasta galeria de artistas da música popular, para novamente contar um pouco de sua história. Desta vez, os escolhidos foram o Rei do Baião e seu filho, os personagens de Gonzaga - de pai para filho.

Mas diferente de 2 filhos de Francisco, em que a figura central da hi…

Pôster da semana: `As aventuras de Pi`, de Ang Lee (EUA, 2012)

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Blu-ray 3D: Madagascar 3

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Ainda em pleno sucesso internacional e com mais de 700 milhões em caixa, o mais lucrativo e divertido filme da franquia animada Madagascar chega ao mercado de home vídeo no Brasil com tratamento de luxo e muitas versões em DVD, Blu-ray e, obviamente, Blu-ray 3D. Madagascar 3 é um deleite para os fãs do formato em três dimensões.
O filme já aproveitava de maneira inteligente os recursos da tecnologia, e o disco faz ainda melhor: utiliza o 3D até nos menus e extras, fazendo a experiência caseira de assistir à trupe de animais mais doida dos cinemas se tornar ainda melhor!
Para as crianças, ainda tem uma surpresa a mais: uma réplica da peruca de Marty que se tornou marca registrada do filme!
Diversão garantida.

Crítica: Argo

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Durante as décadas de 70 e 80, o mundo passou por grandes transformações políticas e sociais, muitas delas diretamente ligadas ao apogeu da Guerra Fria, o conflito ideológico entre Estados Unidos e União Soviética. Alguns dos maiores erros norte americanos no tocante à política externa tomaram forma durante este período, alguns deles com consequências bastante contemporâneas (o fortalecimento da Al Qaeda de Osama Bin Laden, que levou ao atentado às Torres Gêmeas do WTC, é um dos mais representativos). 
Filmes que tem como pano de fundo esta época complicada da nossa história recente não são novidade em Hollywood e em outras escolas de cinema ao redor do globo. Mas nenhum deles apresentou um tema tão interessante quanto a história de Argo, o novo filme de Ben Affleck.

Argo se passa durante a crise dos reféns, um incidente diplomático entre os Estados Unidos e o Irã que se arrastou por mais de 400 dias e teve como consequências, dentre outras, a derrota do então presidente americano Jim…

Crítica: Frankenweenie

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Quando ainda estava no início da carreira, Tim Burton produziu um curta metragem que era a síntese do que seria seu estilo cinematográfico tão peculiar, que congregava o fantástico e o gótico de maneira dosada e eficiente; o nome desta produção era Frankenweenie, e contava a história do garoto Victor (Barret Oliver, que já havia sido protagonista do sucesso A História sem fim) que, ao perder seu cachorro e melhor amigo em um acidente, consegue trazê-lo de volta à vida em um experimento científico ao estilo de Frankenstein.
Considerando as limitações tecnológicas da época, o diretor não conseguiu fazer o filme que queria, embora tenha se tornado um dos mais representativos trabalhos de sua filmografia. Quase 30 anos depois, Tim Burton retorna ao projeto novamente em parceria com a Disney e entrega Frankenweenie em versão longa metragem, mas agora como uma animação.

Quem assiste ao filme nota imediatamente que se trata de um trabalho em stop-motion do diretor. O design dos personagens …

Pôster da semana: 'Les Miserables', de Tom Hopper (EUA, 2012)

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Crítica: Skyfall

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Não é todo dia que uma franquia cinematográfica completa 50 anos. Com uma carreira de altos (Os diamantes são eternos, Octopussy, Cassino Royale)e baixos (Moscou contra 007, 007 contra o foguete da morte, Um novo dia para morrer, Quantum of solace), o espião a serviço de sua majestade pode se considerar um cinquentenário bem sucedido no saldo final. Para comemorar de forma condizente todo este sucesso, os produtores da franquia de James Bond prometeram um espetáculo para o vigésimo terceiro filme de 007. A promessa foi cumprida.
Diversas foram as escolhas certas para esta nova aventura do espião mais famoso do cinema, mas com certeza a maior delas foi a escolha do cineasta Sam Mendes para comandar a festa na cadeira de diretor. Profissional respeitado e querido na indústria, que o consagrou em 2000 com o Oscar pela arrebatadora estreia em Beleza Americana, Mendes tem um inegável talento para compor dramas e personagens. Tudo o que se precisava para fazer uma aventura de James Bond à …