Crítica: O Poderoso Chefinho

Os últimos anos tem sido difíceis para a Dreamworks Animation. Depois do fracasso de Turbo e As aventuras de Peabody e Sherman, o estúdio precisou fechar uma de suas principais divisões de animação, a PDI, e reduziu drasticamente seus lançamentos, desempregando um grande número de profissionais. Vários projetos foram cancelados, dentre eles a sequência de Os Croods e o musical Larrikins, que teria Hugh Jackman e Margot Robbie no elenco. 

Mas desde que passou a ser um braço da Universal Pictures, que também é dona do estúdio Illumination (Meu malvado favorito, Minions), as coisas parecem ter se ajeitado para a Dreamworks, e em 2016 o estúdio conseguiu dois relativos sucessos de público: Kung Fu Panda 3 e o colorido Trolls. 

Para tentar manter o bom resultado de público e crítica, chega aos cinemas O Poderoso Chefinho, animação de Tom McGrath, o mesmo diretor da trilogia Madagascar, com roteiro adaptado de um livro de mesmo nome, escrito e ilustrado por Marla Frazee, uma renomada escritora de contos infantis.


O Poderoso Chefinho é ágil e louco, bem ao estilo das melhores animações produzidas pela Dreamworks. O filme conta a história de Tim, um garoto cheio de imaginação que tem uma animada vida de filho único, com toda a atenção dos pais somente para ele. Mas uma organização secreta, a BabyCorp, ameaça colocar toda a felicidade do garoto em jogo, pois um de seus agentes, o chefinho, vai se infiltrar na família como seu pretenso irmão para tentar acabar com os planos de um vilão que pretende desestabilizar o equilíbrio do amor no mundo.

A premissa do roteiro já garante por si só a diversão. Embora a animação não tenha muitas novidades técnicas, é notável a qualidade principalmente no design dos personagens. O bebê protagonista, que tem a voz de Alec Baldwin no original, é o grande trunfo: seu jeito mandão e debochado arranca risos de crianças e adultos, e as situações que o filme aborda sobre convivência entre irmãos acabam sendo reconhecíveis para aqueles que possuem famílias maiores.

Uma das características dos filmes de McGrath é a qualidade dos coadjuvantes e as boas referências cômicas. Com O Poderoso Chefinho não é diferente. O relógio de Tim, que tem a forma de um mago, é hilário, e as piadas com O senhor dos anéis são ótimas. Nem os filmes da principal concorrente, a Disney, ficam de fora da zoação, e sobra até para Mary Poppins. O timing de comédia funciona muito bem, assim como nos filmes de Madagascar. 

O Poderoso Chefinho é uma divertida adição ao catálogo da Dreamworks, e um ótimo programa para a família nos cinemas.  

Cotação: ***

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Crítica: Logan

Crítica: A Cabana

Crítica: A Bela e a Fera