Crítica: Star Wars - O Despertar da Força

Foram necessárias muitas piadinhas dos fãs e um bocado de desconfiança para que o público recebesse o primeiro filme da série Star Wars sem o desajeitado toque do criador da Saga, George Lucas. Desde que a toda poderosa Disney se apossou dos direitos do Universo daquela galáxia muito, muito distante, não faltaram comparações estúpidas com outros produtos do estúdio e a certeza, para alguns, que os novos produtores destruiriam a mitologia que para muita gente é até religião.

A entrada de J. J. Abrams no projeto serviu para que os animos esfriassem - pelo menos um pouco. O diretor vinha de uma bem sucedida incursão em outro Universo intergalático (Star Trek) mas ainda carregava a sombra de outros projetos que dividiam opiniões (a série Lost, por exemplo). Não era uma unanimidade, portanto, entre os fãs, mas tampouco foi considerado problemático.

Muita propaganda e toneladas de produtos de todos os tipos nas lojas - o que a Disney faz de melhor - bastaram para que se instaurasse uma amnésia coletiva e Star Wars - O Despertar da força passou a ser a menina dos olhos da indústria e um dos filmes mais esperados de todos os tempos.


Mas aqueles que esperavam um novo filme de qualidade da saga - independente de por que mãos o mesmo chegasse às telas - podem ficar tranquilos: O Despertar da força é dinâmico, tem personagens interessantes e respeita (sem excessos) os filmes anteriores. E seu principal trunfo é a presença inspirada de um Harison Ford que parece realmente feliz de retornar àquele mundo e transborda simpatia como não fazia no cinema há tempos.

A história não tem muitas novidades: alguns anos após a derrocada do Império, a paz na galáxia está novamente ameaçada pelo surgimento de um novo inimigo. Com Luke Skywalker desaparecido, a Resistência precisará contar com a inesperada ajuda de um storm trooper renegado e uma jovem que parece ter alguma ligação com os antigos dogmas dos Jedis.

J.J. Abrams nāo poupa o público de adrenalina e enche seu filme com sequencias de ação impressionantes, que são mais realistas que as da última trilogia graças a utilização de efeitos práticos ao invés do puro CGI. A trilha sonora de John Williams permanece espetacular, e é primordial para manter o clima nostálgico que permeia toda a projeção. Abrams também mostra sua preocupação com as atuações e tira boas performances do elenco, além da coragem para definir rumos polêmicos para personagens queridos pelos fãs.

Com mais 2 filmes prometidos para 2017 e 2019 além de spin-offs e outros projetos para TV, os fãs de Star Wars terão muito que aproveitar nos próximos anos. Se a experiência será tão agradável em todos os casos, nem a força é capaz de dizer.

Cotação: ***

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