Crítica: Branca de Neve e o Caçador

Quando foi dito que 2012 seria a batalha das Brancas de Neve pelas bilheterias, confesso que fiquei um pouco chocado. Não me entrava na cabeça de que forma Hollywood conseguiria lançar dois filmes com propostas diferentes em cima do clássico conto de fadas (e ainda havia um terceiro projeto da Disney, que acabou cancelado). 

O primeiro que chegou aos cinemas foi Espelho, espelho meu que investiu em uma trama bobinha de comédia que tinha como maior chamariz o fato da atriz Julia Roberts ser a intérprete da rainha má. Já Branca de Neve e o Caçador era mais pretencioso: queria ser uma mistura de O senhor dos anéis com Alice no País das Maravilhas  de Tim Burton. Ficou apenas na promessa. O filme acaba sendo bastante parecido com o anterior ao menos em um sentido: aqui, quem faz a diferença é a atriz que faz a antagonista.


Mas sai Julia Roberts e entra Charlize Theron. A belíssima atriz sul-africana usa todo o seu charme para compor uma Rainha Ravenna sádica e má de verdade. O resultado é o total eclipse da inexpressiva Kristen Stewart, que no papel de Banca de Neve mais uma vez não consegue convencer. E agora não tem mais nem a desculpa que o seu personagem é que é o problema.

O diretor estreiante Rupert Sanders não conseguiu segurar a pressão que tem um blockbuster de verão. Mesmo contando com um roteiro interessante, Sanders apenas repete as ideias que já foram utilizadas à exaustão em outras obras de fantasia, e não consegue empolgar mesmo contando com uma fantástica equipe técnica (a fotografia, direção de arte e os figurinos do longa são fantásticos). Não bastasse essa falta de tato, ainda perdeu a chance de aproveitar melhor um grupo absurdo de grandes astros britânicos, que dão vida aos "oito" anões da floresta (entre eles Bob Hoskins e Ian McShane).

No papel do caçador, Chris Hemsworth, o Thor, é apenas correto, mas muito se deve ao personagem que é muito fraco. Não fica claro em momento algum quem seria o real interesse amoroso da protagonista, uma vez que também temos o Príncipe Encantado (o péssimo Sam Claflin), embora o filme termine e você não entenda qual é a importancia dele na história.

Prometido como o primeiro filme de uma nova série cinematográfica, Branca de Neve e o caçador  vai precisar se dobrar para conseguir o lucro esperado pela Universal, uma vez que o fenomeno Os Vingadores ainda permanece soberano nas bilheterias mundiais. Para Kirsten Stewart, o melhor mesmo é esperar pela glória no final da saga Crepúsculo. Mas se a carreira da moça continuar assim, será melhor dar uma mordida na maça envenenada e cair no sono profundo: ao menos, seria um fim com mais dignidade.

Cotação: **


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