Crítica: Se beber não case 2

Em 2009 o cinema americano deu a volta por cima no gênero de comédia, presenteando o público com uma trama original que fugia dos clichês e banalidades das comédias românticas e filmes paródia que só divertiam os casais apaixonados que mal olhavam para a tela ou aqueles estúpidos que riem de qualquer quadro sem graça do Zorra Total. O responsável por essa virada foi o diretor Todd Phillips e seu hilário Se beber não case.

Com mais de 400 milhões de dólares nas bilheterias mundiais (um recorde absoluto para um filme com censura 18 anos), era mais do que óbvio que o bando de lobos iria retornar para as telas muito em breve. E a espera nem foi tão longa assim, pois apenas 2 anos depois, Se beber não case 2 chega aos cinemas de todo o mundo.


Mas dessa vez Todd Phillips não precisou ousar ou inventar demais. Com todo o elenco de volta a seus personagens e algumas ótimas adições, o diretor repete a mesma fórmula bem sucedida da primeira ressaca, acrescentando ainda mais insanidade à mistura. Se beber não case 2 é uma continuação que vai agradar em cheio ao público que morreu de rir assistindo ao primeiro filme.

Não adianta chegar no cinema e reclamar que tudo aquilo parece uma repetição, pois a proposta é exatamente esta. Desde a primeira cena, já fica claro que a estrutura narrativa do filme irá seguir o mesmo padrão do antecessor. A mudança mais brusca, no entanto, é nas locações: sai a exagerada e brega Las Vegas, entra a também exagerada e exótica Bangkok. Como é de se esperar, os estereótipos correm à solta no filme, utilizados de maneira engraçada para ajudar a compor a trama.

Na história, às vésperas do casamento de Stu, em um Resort na Tailândia, o grupo de amigos se reúne para uma cerveja inofensiva em frente a uma fogueira, tendo como companhia o irmão da noiva, um adolescente prodígio que não costuma se divertir. Nem precisa dizer que alguma coisa sai errada, e o trio amanhece desmemoriado em um hotel de aparência repugnante na capital do país, e desta vez não é Doug, mas sim o futuro cunhado de Stu que resolve desaparecer. Cabe a eles a inglória tarefa de lembrar dos eventos da noite anterior para, com sorte, encontrar o garoto desaparecido antes da hora marcada para o casamento.

O sucesso do filme se deve muito ao entrosamento do elenco. Como o trio principal, Bradley Cooper, Ed Helms e Zach Galifianakis criaram personagens excelentes, e estão ainda mais engraçados nesta segunda parte, principalmente Stu (Helms) que visivelmente ganha mais espaço na trama. Galifianakis, que viu sua carreira deslanchar depois do sucesso no primeiro filme, faz rir como nunca na pele do estranho Alan. Até Ken Jeong está de volta como Mr. Chow, uma adição completamente inusitada à trama, bem ao estilo do diretor.

Se beber não case 2 é um filme feito para divertir, ponto final. E cumpre seu papel com extrema primazia. E quem já está sentindo falta do trio, pode esperar que a aventura doida não deve parar por aí. Quem sabe a próxima despedida de solteiro não se passe no Brasil, afinal de contas, não estamos na moda?

Cotação: ***

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