Comentários: Oscar 2011



Demorei um pouco para falar da cerimônia do Oscar 2011 aqui no meu blog. Me dêem um desconto, ainda estou saindo da ressaca de férias + carnaval. De qualquer maneira, muito pouco tem que se comentar sobre a cerimônia, que prometia ser disputada e imprevisível e acabou sendo por demais previsível.

James Franco e Anne Hataway não convenceram como apresentadores. Ele mais do que ela, que nitidamente ao menos se esforçou. A postura blasé de Franco e seu ar nitidamente incomodado por estar ali deixaram o clima, digamos, estranho. Os poucos momentos de brilho era quando outros astros entravam em cena para a apresentação das categorias.

Os resultados? O discurso do rei saindo como vencedor da noite acabou sendo o esperado, considerando as últimas semanas pré-Oscar em que o filme havia por demais crescido entre os demais pelos diversos prêmios dos sindicatos que havia recebido. Mas um dos prêmios não consigo aceitar: o de melhor direção para Tom Hooper. Em um ano que se tinha a chance de premiar diretores visionários como David Fincher ou Darren Aronofsky, aptou-se por premiar o inglês que, apesar do grande trabalho no filme, não inovou em nada no aspecto formal. Bobeira, Academia...

A Origem era meu favorito em todos os aspectos, mas sua saída do Oscar foi digna, com pelo menos um prêmio mais significativo entre os quatro que ganhou, o de fotografia. Tivesse o filme concorrido a direção e montagem, mesmo que perdesse, teria sido mais digno. No entanto, a revolução e o barulho que o filme causou certamente sobrepujaram sua trajetória pouco memorável no Oscar.

Toy Story 3 foi compensado na noite ganhando o prêmio de canção - uma vez que o de filme animado era uma unanimidade na indústria - e mostrando que o Oscar precisa com urgência rever o seu conceito na categoria: são anos e anos a fio errando a mão na hora de premiar o vencedor aqui (Enrolados merecia mais com a belíssima I see the light).

Nas demais categorias, incluindo aí atuações, fez-se valer a justiça e os prêmios foram os esperados - embora Geoffrey Rush como coadjuvante teria sido um escolha também aceitável dado o talento e o incrível trabalho do ator em O discurso do rei. Só o prazer de ver Natalie Portman segurando seu careca dourado já valeu a noite.

Para o ano que vem, espera-se muito brilho de veteranos como Clint Eastwood, Steven Spielberg e Martin Scorcese, que este ano prometem filmes que serão possíveis favoritos ao prêmio. Vejamos o que irá acontecer. E um bom 2011.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Crítica: A Cabana

Crítica: Logan

Crítica: A Bela e a Fera