Crítica: Um sonho possível

Algumas histórias reais foram feitas parece que sob medida para as telas de cinema. Não muito comum é a fidelidade total aos acontecimentos, afinal, romancear um pouco é parte do jogo. Mas o mais importante é você acreditar de verdade naquela história, mesmo que ela apele para o melodrama e não deixe de lado alguns clichês. É exatamente o que acontece com Um sonho possível.


O filme que conta a história real do jogador de futebol americano Michael Oher é uma surpresa, em diversos aspectos. Primeiro, pelo seu time fantástico de atores, a maioria desconhecidos do público. Segundo, pelo roteiro enxuto e bem estruturado, que apresenta de forma impecável os personagens e os desenvolve com bastante sucesso. E terceiro, porque conseguiu dar a Sandra Bullock o papel de sua carreira.

Sandra Bullock é a alma de Um sonho possível. Sua Leigh Anne não é exatamente uma personagem que exige grande potencial dramático. Pelo contrário. O que faz a diferença é o carinho que a atriz mostra em cada minuto que está em cena, que ela demonstra por movimentos e expressões corporais sutis. É difícil não se apaixonar por aquela mulher decidida, mas ao mesmo tempo tão doce. Em poucos minutos, você já conseguirá entender o motivo do sucesso comercial e de crítica do filme.

O diretor John Lee Hancock realiza um belo trabalho na direção, que se reflete nas excelentes atuações do elenco, com o devido destaque para Quinton Aaron. No papel de Michael, o ator consegue emocionar e divertir em doses semelhantes. Os momentos cômicos, por sinal, são o grande diferencial no filme, pois servem como ponte entre acontecimentos dramáticos e quebram a tensão, sem prejudicar seu ritmo. Nestes momentos a estrela de Sandra Bullock também brilha mais forte, e, convenhamos, no que ela está mais do que acostumada a fazer.

Um sonho possível é uma injeção de ânimo, por nos fazer acreditar que ainda existem pessoas no mundo com condições de ajudar ao próximo e dispostas a fazê-lo. Nada melhor do que saber que é uma história real. E temos que torcer que tantas outras como ela aconteçam todos os dias, assim, teremos mais felicidade no mundo e mais filmes para ver nos cinemas.

Cotação: ***

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