Crítica: Idas e Vindas do Amor

Produzir bobagens é um dos talentos da indústria de cinema norte-americana. O mais impressionante, no entanto, é a capacidade de se gastar tanto dinheiro para um produto tão ruim, e desperdiçar um elenco estrelado em personagens tão clichês e sem nenhuma substância. Essa é a sensação que se tem ao assistir o "aguardado" Idas e Vindas do Amor.


A nova comédia romântica do diretor de Uma Linda Mulher é uma tentativa descarada de se criar um Simplesmente Amor Hollywoodiano. Mas, ao contrário do primo Britânico, o filme não tem uma boa história, não tem personagens interessantes e muito menos consegue emocionar; pelo contrário, é extremamente arrastado, sem graça e mais raso que uma piscina infantil.

O filme mostra várias histórias de encontros e desencontros de casais durante o dia de São Valentim - ou dia dos namorados, se estivéssemos falando do Brasil. As narrativas se entrelaçam das formas mais estapafúrdias possíveis; o importante é fazer os personagens interagirem, não importa como. Falando dos personagens, aliás, pelo menos 6 ou 7 são totalmente dispensáveis - leia-se da seguinte forma: se não existissem no filme, seria melhor, pois aquela baboseira terminaria mais rápido e ninguém ia sentir falta nenhuma.

Salvam-se do elenco Anne Hataway e Jennifer Garner, que estão lindas e simpáticas como sempre. Topher Grace tenta levar seu papel a sério, com algum sucesso. Quanto a Julia Roberts e Jamie Foxx, ambos precisam urgentemente mudar de agente, pois não dá pra entender o que os dois atores estão fazendo no filme.

Enfim, se o seu namoro está em crise e sua namorada tem massa encefálica, assistam ao filme juntos. É garantia de término de relacionamento no fim da sessão. Mas se vai indo tudo bem e sua namorada só quer curtir mais este programinha a dois, boa sorte. Aproveitem os beijos e esqueçam o que está passando na tela. Aliás, acho que é exatamente por isso que são produzidas tantas comédias românticas ruins...

Cotação: *

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