Estou preparando um texto especial para falar do prêmio que está perdendo cada vez mais o prestígio e hoje é um termômetro muito falho para o que pode acontecer na grande festa do Oscar.
Quando um determinado projeto que trata de um tema com potencial para atrair milhares às bilheterias chega às telas de forma tímida e quase sem nenhum marketing, já é motivo para desconfiar. Não adianta: o cinema vive hoje o período da maximização da informação, onde a mídia já acompanha com afinco etapa a etapa dos filmes, da pré à pós produção. Não despertar interesse logo de cara é certeza de que algo não vai bem. Projeto Dinossauro se enquadra perfeitamente nesta descrição. A produção Inglesa de baixo orçamento tinha um propósito interessante: trazer para um filme com dinossauros a estética já consagrada em outros gêneros com A Bruxa de Blair, Cloverfield e Poder sem limites - a filmagem semi-documental com câmera na mão. O problema é que o filme se entrega aos clichês deste tipo de produção e não consegue decolar. Não consegue decolar, leia-se, por motivos diversos. O primeiro e mais perceptível deles é a limitação técnica. Sempre que a ação exige mais refinamento estético, a c...
Quando um estúdio cria um filme com propósito de torná-lo uma franquia, obviamente a ideia é que os lucros se tornem exorbitantes, seja com a bilheteria, seja com produtos licenciados (brinquedos, roupas, acessórios, álbuns de figurinhas, etc). A Sony não pensou diferente quando lançou o primeiro Homens de Preto, apostando no carisma do ator Will Smith, que tinha se tornado sinônimo de boas bilheterias depois do bem sucedido Independence Day, e na premissa interessante que adaptava as histórias em quadrinhos de um grupo de agentes secretos do governo que controlam a atividade extraterrestre em nosso planeta. Embora o primeiro filme tenha sido sucesso, foi feita uma continuação às pressas dois anos depois sem metade do carisma da aventura original e que no máximo repetia uma ou outra piada que havia dado certo (como as menções a celebridades exóticas que seriam, na verdade, ets disfarçados entre nós). O resultado, apesar de não ter se tornado um fracasso total, foi a perda de credi...
Não é de hoje que Hollywood busca em acontecimentos reais a fonte para o desenvolvimento de projetos cinematográficos, sejam eles descobertas científicas, biografias inspiradoras ou mesmo grandes tragédias. E com o terrorismo não é diferente. Grandes cineastas como Paul Greengrass e Oliver Stone já trabalharam o tema, e agora é a vez de Clint Eastwood se juntar a este grupo. Mas a escolha de Eastwood é ainda mais interessante por se tratar de um caso relativamente recente, o atentado fracassado em um trem da Thalys que fazia uma viagem entre Amsterdã e Paris, em 2015, cujos heróis foram pessoas comuns, dentre eles três americanos que estavam na Europa à turismo. E é exatamente na história destes homens que o veterano diretor foca seu filme, optando pelos próprios para desempenharem seus papéis. 15h17 - Trem Para Paris acompanha a vida desde a infância de Alek Skarlatos, Anthony Sadler e Spencer Stone, até o dia em que protagonizaram o ato heroico em território fr...
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