Não é de hoje que Hollywood busca em acontecimentos reais a fonte para o desenvolvimento de projetos cinematográficos, sejam eles descobertas científicas, biografias inspiradoras ou mesmo grandes tragédias. E com o terrorismo não é diferente. Grandes cineastas como Paul Greengrass e Oliver Stone já trabalharam o tema, e agora é a vez de Clint Eastwood se juntar a este grupo. Mas a escolha de Eastwood é ainda mais interessante por se tratar de um caso relativamente recente, o atentado fracassado em um trem da Thalys que fazia uma viagem entre Amsterdã e Paris, em 2015, cujos heróis foram pessoas comuns, dentre eles três americanos que estavam na Europa à turismo. E é exatamente na história destes homens que o veterano diretor foca seu filme, optando pelos próprios para desempenharem seus papéis. 15h17 - Trem Para Paris acompanha a vida desde a infância de Alek Skarlatos, Anthony Sadler e Spencer Stone, até o dia em que protagonizaram o ato heroico em território fr...
Quando um determinado projeto que trata de um tema com potencial para atrair milhares às bilheterias chega às telas de forma tímida e quase sem nenhum marketing, já é motivo para desconfiar. Não adianta: o cinema vive hoje o período da maximização da informação, onde a mídia já acompanha com afinco etapa a etapa dos filmes, da pré à pós produção. Não despertar interesse logo de cara é certeza de que algo não vai bem. Projeto Dinossauro se enquadra perfeitamente nesta descrição. A produção Inglesa de baixo orçamento tinha um propósito interessante: trazer para um filme com dinossauros a estética já consagrada em outros gêneros com A Bruxa de Blair, Cloverfield e Poder sem limites - a filmagem semi-documental com câmera na mão. O problema é que o filme se entrega aos clichês deste tipo de produção e não consegue decolar. Não consegue decolar, leia-se, por motivos diversos. O primeiro e mais perceptível deles é a limitação técnica. Sempre que a ação exige mais refinamento estético, a c...
O sucesso da franquia animada A Era do Gelo, cujo terceiro capítulo está entre as 25 maiores bilheterias de todos os tempos e o terceiro melhor resultado de uma animação - atrás apenas dos peso-pesados O Rei Leão e Shrek 2 -, é um daqueles exemplos de competência que dá vontade de aplaudir. O primeiro filme chegou às telas em meio a uma explosão das animações digitais, mostrando uma trama certinha, de visual nem um pouco arrojado, mas, por outro lado, com personagens extremamente cativantes. Embora no quesito de visual a coisa tenha ficado muito melhor nestes 10 anos que separam este quarto capítulo do início da franquia, no restante a receita continuou sendo seguida à risca, e como o Blu Sky Studios não é bobo nem nada, dando espaço para seu maior astro brilhar com vontade. O maior astro de A Era do Gelo não é o mamute Manny, o tigre dentes de sabre Diego ou a preguiça Sid, e sim uma criaturinha que só faz ruídos e é completamente obcecada por uma noz: o esquilo Scrat, `dubl...
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