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Crítica: Homem Formiga e a Vespa: Quantumania

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Quando o primeiro filme do Homem Formiga foi lançado, poucas pessoas acreditaram que o diminuto herói pudesse se tornar tão relevante para o Universo Cinematográfico da Marvel. O que se viu, no entanto, foi exatamente o contrário: não fosse pelo personagem, não haveria a trama de Vingadores: Ultimato, ao menos da forma como ela foi contada. E com o lançamento de Homem Formiga e a Vespa: Quantumania , descobrimos que não fosse Scott Lang também não teríamos o novo grande vilão do Universo compartilhado. Quantumania é um salto gigantesco para a franquia do Homem Formiga. O filme é muito maior em escala que os antecessores, e está intimamente ligado ao desenvolvimento da Saga do Multiverso (não por menos foi escolhido para abrir a fase 5). Os fãs mais atentos irão notar logo a diferença, principalmente pela quase inexistência do núcleo coadjuvante que tinha até certa relevância nos filmes anteriores (o Luis de Michael Peña foi a ausência mais sentida, em minha opinião). Esta mudança de...

Crítica: Coringa

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Apesar dos altos e baixos da DC nos cinemas, a editora e grande rival da Marvel Comics carrega na bagagem alguns dos melhores momentos das adaptações de quadrinhos na história; o Superman de Richard Donner, Watchmen de Zack Snyder e a trilogia de Christopher Nolan - obviamente destacada por The Dark Knight - são ótimos exemplos. Todd Phillips e Joaquin Phoenix quiseram aumentar um pouco esta lista. Correndo totalmente por fora da atual tendencia de filmes conectados e universos compartilhados, Coringa é um novo passo para as adaptações de quadrinhos. É a prova de que o gênero está em pleno ápice e tem muito ainda para explorar. Apesar de apresentar uma história original, Coringa possui verdadeiramente DNA de quadrinhos, com muitas referências à classica HQ de Alan Moore, Piada Mortal. E se alguém tinha medo que o filme se distanciasse da mitologia estabelecida para o personagem, pode ficar tranquilo: Todd Phillips tem algumas liberdades criativas, mas a essência do persona...

Crítica: It Capítulo 2

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O cinema de horror hollywoodiano vive de altos e baixos. Alguns bons momentos recentes vieram de franquias originais de custo muito baixo e incrivelmente bem sucedidas nas bilheterias ( Jogos Mortais , Invocação do Mal e Atividade Paranormal são bons exemplos). Os piores momentos foram em sua maioria de remakes ou reinvenções de sucessos do passado ( Psicose ,  Halloween e o recente Brinquedo Assasino corroboram esta indagação ). Mas um destes remakes mostrou que era possível revitalizar uma grande obra sem perder seu brilho original; sim, estamos falando de  It, a Coisa. It, uma obra prima do medo adaptou na década de 80 o livro de Stephen King e fez muito sucesso, tornando o palhaço Pennywise um ícone do terror. Quando o remake deste clássico foi anunciado, a primeira reação dos fãs foi de desconfiança. Mas a excelente direção de Andy Muschietti aliada a um roteiro bem amarrado e um grande elenco fizeram de It, a coisa uma grata surpresa, que trouxe a revitalizaçã...

Crítica: Tomb Raider - A Origem

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A Indústria de Games se consolida cada vez mais como uma das mais importantes do mundo. Desde 2007, tem tido um faturamento maior que a poderosa Indústria Cinematográfica de Hollywood. Em 2013, o jogo Grand Theft Auto V quebrou recordes, obtendo um ganho de U$S 1 bilhão em apenas três dias após o seu lançamento, algo impensável hoje até para blockbusters do calibre de Star Wars ou do Universo Cinematográfico da Marvel.  Com números tão impressionantes, não é de se estranhar que Hollywood vez ou  outra tente emplacar uma adaptação de videogames para a tela grande. O reconhecimento de crítica até hoje não chegou para o gênero, mesmo com alguns sucessos de bilheteria como Warcraft (U$S 433 milhões), Príncipe da Pérsia (U$S 336 milhões) e Lara Croft: Tomb Raider (U$S 274 milhões). Tomb Raider - A Origem vem para revitalizar a franquia Tomb Raider , e é o mais novo capítulo desta novela que são as adaptações cinematográficas de games.  Apesar de ser uma das...

Crítica: 15h17 - Trem Para Paris

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Não é de hoje que Hollywood busca em acontecimentos reais a fonte para o desenvolvimento de projetos cinematográficos, sejam eles descobertas científicas, biografias inspiradoras ou mesmo grandes tragédias. E com o terrorismo não é diferente. Grandes cineastas como Paul Greengrass e Oliver Stone já trabalharam o tema, e agora é a vez de Clint Eastwood se juntar a este grupo. Mas a escolha de Eastwood é ainda mais interessante por se tratar de um caso relativamente recente, o atentado fracassado em um trem da Thalys que fazia uma viagem entre Amsterdã e Paris, em 2015, cujos heróis foram pessoas comuns, dentre eles três americanos que estavam na Europa à turismo. E é exatamente na história destes homens que o veterano diretor foca seu filme, optando pelos próprios para desempenharem seus papéis.  15h17 - Trem Para Paris acompanha a vida desde a infância de Alek Skarlatos, Anthony Sadler e Spencer Stone, até o dia em que protagonizaram o ato heroico em território fr...

Crítica: Operação Red Sparrow

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Francis Lawrence parece não ter enjoado da parceria com Jennifer Lawrence nos últimos três filmes de Jogos Vorazes , e eles repetem a dose nesta adaptação do romance Roleta Russa para o cinema. Mas se o diretor austríaco pareceu contido na franquia adolescente, em Operação Red Sparrow ele tem a chance de realizar um trabalho muito mais dinâmico e visualmente impactante que faz jus ao seu histórico na direção de videoclipes de estrelas da música pop. O problema, entretanto, é que adaptar um romance tão rico em detalhes do submundo da espionagem - o autor, Jason Mattews, é um ex-funcionário do alto escalão da CIA - não é uma tarefa nada fácil para um filme de pouco mais de duas horas, e  Operação Red Sparrow acaba decepcionando por não conseguir atingir o nível de excelência da obra original.  O filme conta a história de Dominika Egorova, uma jovem e promissora estrela do Bolshoi que vê sua carreira ruir após ser vítima de sabotagem. Desesperada e com dificuldades e...

Crítica: Kingsman - O Círculo Dourado

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Matthew Vaughn entende de adaptações de quadrinhos como ninguém. Não bastasse ter sido responsável por um dos melhores filmes dos X-Men ( Primeira Classe ), também tem no currículo os excelentes Kick-ass - Quebrando tudo,   Stardust - O Mistério da Estrela e, claro, Kingsman - Serviço Secreto. Em todos estes filmes, a estética de ação exagerada dos quadrinhos estava presente - em Stardust com menos relevância, dado que se tratava de uma aventura épica de fantasia - mas foi em  Kingsman - Serviço Secreto que o diretor atingiu o ápice neste estilo, muito em parte considerando a premissa da HQ que inspirou o filme, que tirava sarro com os filmes de espiões e agentes secretos como 007 e Missão Impossível. Essa era a maior graça de Kingsman: não se levar a sério. Não precisa nem dizer que a continuação do sucesso inesperado de 2014 não esqueceu da fórmula de sucesso. Pelo contrário: Kingsman - O Círculo Dourado é um daqueles filmes que te fazem sair do cinema com um sorris...