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Crítica: Star Wars - O Despertar da Força

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Foram necessárias muitas piadinhas dos fãs e um bocado de desconfiança para que o público recebesse o primeiro filme da série Star Wars sem o desajeitado toque do criador da Saga, George Lucas. Desde que a toda poderosa Disney se apossou dos direitos do Universo daquela galáxia muito, muito distante, não faltaram comparações estúpidas com outros produtos do estúdio e a certeza, para alguns, que os novos produtores destruiriam a mitologia que para muita gente é até religião. A entrada de J. J. Abrams no projeto serviu para que os animos esfriassem - pelo menos um pouco. O diretor vinha de uma bem sucedida incursão em outro Universo intergalático (Star Trek) mas ainda carregava a sombra de outros projetos que dividiam opiniões (a série Lost, por exemplo). Não era uma unanimidade, portanto, entre os fãs, mas tampouco foi considerado problemático. Muita propaganda e toneladas de produtos de todos os tipos nas lojas - o que a Disney faz de melhor - bastaram para que se instaurasse ...

Crítica: Perdido em Marte

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Ridley Scott é um diretor bastante versátil, mas na sua vitoriosa carreira os filmes de ficção científica carregam uma importância significativa. Dentre eles, Alien - o oitavo passageiro detém a alcunha de ser o precursor de um subgênero: a ficção científica de horror. Mas o detalhe mais interessante nos trabalhos de Scott neste gênero era uma visão do espaço desconhecido como um local de inevitáveis perigos. Por este motivo Perdido em Marte já merece a atenção dos fãs do diretor: novamente o espaço e o desconhecido apresentam barreiras e perigos, mas que são sobrepujados pela coragem, determinação e a esperança dos seres humanos. Se em Prometheus o diretor flertou com o desejo da ciência em entender a origem da vida humana, em Perdido em Marte ele brinca com uma questão até bastante atual, que é a possibilidade de sobrevivência da raça humana em colônias fora do nosso planeta. Embora as principais agencias espaciais desenvolvam trabalhos neste campo e com frequencia divul...

Crítica: A Travessia

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Desde seu surgimento, o Cinema tem sido um potencial criador de sonhos e das mais diversas emoções. Quando os irmãos Lumière apresentaram ao mundo A chegada do trem à estação, em 1895, parte da platéia levantou-se das cadeiras, apavorada, acreditando estar no caminho da máquina à vapor. O filme tornava possível sensações que até aquele momento povoavam apenas nossa imaginação, nossa memória ou no máximo preenchiam folhas de papel como fotografias. Em mais de cem anos de evolução, o Cinema aprendeu novas técnicas, evoluiu na linguagem e tornou-se uma das mais lucrativas indústrias da atualidade. Mas ainda existem realizadores que se lembram destes primórdios, quando o mais importante era levar o público para uma viagem fantástica de sensações . Robert Zemeckis é um deles.  O homem que nos fez chorar ao ver uma pena de um pássaro dançando nos céus pela ação do vento e nos colocou em uma viagem alucinada pelo tempo sabe como ninguém como manipular as emoções de seu público, m...

Crítica: Homem Formiga

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Foi-se o tempo em que os filmes de super heróis eram uma aposta arriscada. Se na década de 80 o filme Batman  causou um rebuliço - muito em parte, diga-se de passagem, pela sua produção conturbada -, hoje os seres com poderes especiais são responsáveis pelo nicho mais lucrativo da milionária indústria cinematográfica. Mas mesmo neste novo paradigma, pensar em um filme do Homem Formiga sendo lançado 10 anos atrás seria o mesmo que contar uma piada das mais infames. Praticamente desconhecido do grande público, o herói diminuto é um dos mais antigos personagens do Universo Marvel, mesmo não sendo muito popular até entre os leitores mais ávidos. Mas frente a pesos pesados da Editora como Capitão América, Homem de Ferro, Hulk, Homem Aranha ou Quarteto Fantástico, o Homem Formiga era um personagem, com o perdão do clichê, menor. Mas Guardiões da Galáxia está aí pra provar que popularidade não é mais necessariamente a única garantia de retorno financeiro, pelo menos quando o...

Crítica: DivertidaMente

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A Pixar não deixou de ser a Pixar. Fica muito óbvio logo aos primeiros minutos do seu novo trabalho que a criatividade sem limites dos criadores de roteiros incríveis como Monstros S/A e Ratatouille permanece intacta, mesmo após uma temporada produzindo sequencias de seus sucessos e um filme original visualmente impressionante mas de pouco impacto no ponto de vista narrativo ( Valente ).  Mas o grande diferencial desta produtora espetacular, que juntamente com a o Estúdio Ghibli de Hayao Miyazaki elevou o cinema de animação ao nível de obra de arte indiscutível, é a cereja do bolo de DivertidaMente: a ousadia. Com uma narrativa e um visual inovadores, a Pixar novamente brinca com um tema de difícil leitura para uma animação para a família, e o resultado é novamente arrebatador. E vai fazer você se emocionar, demais, mais uma vez. O filme acompanha a vida da menina Riley no ponto de vista de suas emoções, que ajudam a controlar as suas ações de dentro de sua mente....

Crítica: Demolidor (1a temporada)

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Junto com "Vingadores",  "Guardiões da Galáxia" e " Capitão América 2",  a temporada de estréia de "Demolidor" é, sem dúvida, um dos melhores produtos do Universo Cinematográfico da Marvel. Cinematográfico, sim. Há tempos que as séries de TV deixaram de ser apenas sombra dos blockbusters Hollywoodianos. E para uma adaptação de quadrinhos mostraram-se ainda mais interessantes: há mais tempo para o desenvolvimento dos personagens, para trabalhar as motivações dos antagonistas e construir a jornada do protagonista rumo ao seu destino heróico. E a Marvel aproveita para fazer o que sabe como ninguém: constrói as conexões necessárias para incluir o Homem sem Medo no Universo já apresentado nos Cinemas, enche o expectador com referências dos quadrinhos e usa e abusa de cenas de ação e combates espetaculares (inclusive um plano sequência de cair o queixo no final do segundo episódio). Migrar o Demolidor para a TV foi a escolha da Disney para ...

Crítica: Cinderela

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Obviamente que a união de um talentoso diretor Shakesperiano a uma das maiores atrizes da atualidade não poderia resultar em uma simples fábula infantil. Cinderela é o primeiro grande acerto da Disney na releitura de seus clássicos como filmes live-action por um motivo bem simples: sua absoluta fidelidade ao clássico original que faz parte da vida de tanta gente. Kenneth Branagh transporta a audiência para a história da gata borralheira em imagens, cores e emoções - e é impressionante perceber como tudo que encantava crianças, jovens e adultos na animação está ali. Tudo no filme é grandioso, desde os cenários até os suntuosos figurinos que parecem saídos diretamente das pranchetas dos desenhistas dos estúdios Disney. Cate Blanchett fica responsável pelo show na interpretação, o que não é novidade para ninguém. A madrasta malvada, que no clássico não é mais que uma coadjuvante, cresce e aparece, assim como suas filhas. Com Blanchett, o personagem ganha mais consistência e...