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Crítica: Homem Formiga

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Foi-se o tempo em que os filmes de super heróis eram uma aposta arriscada. Se na década de 80 o filme Batman  causou um rebuliço - muito em parte, diga-se de passagem, pela sua produção conturbada -, hoje os seres com poderes especiais são responsáveis pelo nicho mais lucrativo da milionária indústria cinematográfica. Mas mesmo neste novo paradigma, pensar em um filme do Homem Formiga sendo lançado 10 anos atrás seria o mesmo que contar uma piada das mais infames. Praticamente desconhecido do grande público, o herói diminuto é um dos mais antigos personagens do Universo Marvel, mesmo não sendo muito popular até entre os leitores mais ávidos. Mas frente a pesos pesados da Editora como Capitão América, Homem de Ferro, Hulk, Homem Aranha ou Quarteto Fantástico, o Homem Formiga era um personagem, com o perdão do clichê, menor. Mas Guardiões da Galáxia está aí pra provar que popularidade não é mais necessariamente a única garantia de retorno financeiro, pelo menos quando o...

Crítica: DivertidaMente

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A Pixar não deixou de ser a Pixar. Fica muito óbvio logo aos primeiros minutos do seu novo trabalho que a criatividade sem limites dos criadores de roteiros incríveis como Monstros S/A e Ratatouille permanece intacta, mesmo após uma temporada produzindo sequencias de seus sucessos e um filme original visualmente impressionante mas de pouco impacto no ponto de vista narrativo ( Valente ).  Mas o grande diferencial desta produtora espetacular, que juntamente com a o Estúdio Ghibli de Hayao Miyazaki elevou o cinema de animação ao nível de obra de arte indiscutível, é a cereja do bolo de DivertidaMente: a ousadia. Com uma narrativa e um visual inovadores, a Pixar novamente brinca com um tema de difícil leitura para uma animação para a família, e o resultado é novamente arrebatador. E vai fazer você se emocionar, demais, mais uma vez. O filme acompanha a vida da menina Riley no ponto de vista de suas emoções, que ajudam a controlar as suas ações de dentro de sua mente....

Crítica: Demolidor (1a temporada)

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Junto com "Vingadores",  "Guardiões da Galáxia" e " Capitão América 2",  a temporada de estréia de "Demolidor" é, sem dúvida, um dos melhores produtos do Universo Cinematográfico da Marvel. Cinematográfico, sim. Há tempos que as séries de TV deixaram de ser apenas sombra dos blockbusters Hollywoodianos. E para uma adaptação de quadrinhos mostraram-se ainda mais interessantes: há mais tempo para o desenvolvimento dos personagens, para trabalhar as motivações dos antagonistas e construir a jornada do protagonista rumo ao seu destino heróico. E a Marvel aproveita para fazer o que sabe como ninguém: constrói as conexões necessárias para incluir o Homem sem Medo no Universo já apresentado nos Cinemas, enche o expectador com referências dos quadrinhos e usa e abusa de cenas de ação e combates espetaculares (inclusive um plano sequência de cair o queixo no final do segundo episódio). Migrar o Demolidor para a TV foi a escolha da Disney para ...

Crítica: Cinderela

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Obviamente que a união de um talentoso diretor Shakesperiano a uma das maiores atrizes da atualidade não poderia resultar em uma simples fábula infantil. Cinderela é o primeiro grande acerto da Disney na releitura de seus clássicos como filmes live-action por um motivo bem simples: sua absoluta fidelidade ao clássico original que faz parte da vida de tanta gente. Kenneth Branagh transporta a audiência para a história da gata borralheira em imagens, cores e emoções - e é impressionante perceber como tudo que encantava crianças, jovens e adultos na animação está ali. Tudo no filme é grandioso, desde os cenários até os suntuosos figurinos que parecem saídos diretamente das pranchetas dos desenhistas dos estúdios Disney. Cate Blanchett fica responsável pelo show na interpretação, o que não é novidade para ninguém. A madrasta malvada, que no clássico não é mais que uma coadjuvante, cresce e aparece, assim como suas filhas. Com Blanchett, o personagem ganha mais consistência e...

Crítica: Para Sempre Alice

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Não pude deixar de comparar a performance de Julianne Moore com a de Emmanuelle Riva em Amor , de Michael Haneke, depois de assistir "Para Sempre Alice". Não apenas pelo fato de ambas interpretarem mulheres com Alzheimer, mas pelo nível altíssimo de suas performances. Talvez a única diferença entre Riva e Moore é o fato da primeira ter sido assistida pela direção extremamente precisa de Haneke, e ter ao seu lado o grande Jean-Luis Trintignant, que estava tão arrebatador quanto ela. Amor tinha uma narrativa mais densa, mais forte, e o peso da tortura da doença recaia com igual intensidade sobre os dois personagens principais. Para Moore, não houve essa facilidade: ela carrega Para Sempre Alice literalmente nas costas. Julianne Moore está tão perfeita, tão entregue ao seu personagem, que por vezes a sua dor e angústia passam a ser a nossa como interlocutores de seu drama. Cada passo da evolução da doença é incrivelmente desenvolvido pela atriz, e suas reações a cada ...

Crítica: Os Pinguins de Madagascar

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Desde que roubaram a cena no primeiro Madagascar, um filme solo dos pinguins Capitão, Kowalski, Rico e Recruta era praticamente uma certeza. A Dreamworks não perdeu tempo depois do sucesso da série na Nickelodeon e finalmente os pássaros malucos chegaram aos cinemas exatamente do jeitinho que tinha que ser: insanos e muito, muito divertidos. Os diretores  Eric Darnell e Simon J. Smith já estavam bem treinados nas maluquices depois de Madagascar 3. Em  Os Pinguins de Madagascar, eles conseguem fazer ainda mais loucuras, novamente levando seus protagonistas ao redor do globo para causar confusões; tem até um divertido flashback da juventude dos pinguins - com direito a documentaristas do Discovery Channel e tudo! Depois de enjoarem da vida no Circo, Capitão e sua equipe resolvem invadir o Forte Knox e se apoderar da reserva de ouro dos Estados Unidos. Mas o que as aves não contavam era que um vilão estava esperando por eles no local: Dave, um polvo com síndrome...

Crítica: Whiplash - Em busca da perfeição

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O   jovem diretor Damien Chazelle, antes de dedicar-se ao cinema, estudou música e sonhava tornar-se um artista de sucesso. Não é estranho notar que sua ainda pequena filmografia - um curta metragem e três longas, sendo um atualmente em produção - tenham como tema os bastidores do mundo da música, mais especificamente do Jazz, uma de suas paixões. Chazelle teve problemas com um professor na universidade, e suas experiências levaram à criação do personagem Terrence Fletcher, interpretado por um espetacular J.K. Simmons em  Whiplash - em busca da perfeição. O filme acompanha a trajetória do jovem Andrew (Milles Teller), estudante de um conceituado conservatório musical. Quanto tem a chance de entrar para a banda oficial de sua universidade, regida pelo seu mais exigente professor, Andrew descobre os limites físicos e psicológicos da sua arte enquanto lida com métodos de ensino nada ortodoxos e seus próprios fantasmas interiores.  Whiplash  tem chamado ...