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Crítica: Os Pinguins de Madagascar

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Desde que roubaram a cena no primeiro Madagascar, um filme solo dos pinguins Capitão, Kowalski, Rico e Recruta era praticamente uma certeza. A Dreamworks não perdeu tempo depois do sucesso da série na Nickelodeon e finalmente os pássaros malucos chegaram aos cinemas exatamente do jeitinho que tinha que ser: insanos e muito, muito divertidos. Os diretores  Eric Darnell e Simon J. Smith já estavam bem treinados nas maluquices depois de Madagascar 3. Em  Os Pinguins de Madagascar, eles conseguem fazer ainda mais loucuras, novamente levando seus protagonistas ao redor do globo para causar confusões; tem até um divertido flashback da juventude dos pinguins - com direito a documentaristas do Discovery Channel e tudo! Depois de enjoarem da vida no Circo, Capitão e sua equipe resolvem invadir o Forte Knox e se apoderar da reserva de ouro dos Estados Unidos. Mas o que as aves não contavam era que um vilão estava esperando por eles no local: Dave, um polvo com síndrome...

Crítica: Whiplash - Em busca da perfeição

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O   jovem diretor Damien Chazelle, antes de dedicar-se ao cinema, estudou música e sonhava tornar-se um artista de sucesso. Não é estranho notar que sua ainda pequena filmografia - um curta metragem e três longas, sendo um atualmente em produção - tenham como tema os bastidores do mundo da música, mais especificamente do Jazz, uma de suas paixões. Chazelle teve problemas com um professor na universidade, e suas experiências levaram à criação do personagem Terrence Fletcher, interpretado por um espetacular J.K. Simmons em  Whiplash - em busca da perfeição. O filme acompanha a trajetória do jovem Andrew (Milles Teller), estudante de um conceituado conservatório musical. Quanto tem a chance de entrar para a banda oficial de sua universidade, regida pelo seu mais exigente professor, Andrew descobre os limites físicos e psicológicos da sua arte enquanto lida com métodos de ensino nada ortodoxos e seus próprios fantasmas interiores.  Whiplash  tem chamado ...

Crítica: Êxodo - Deuses e Reis

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A formula do épico capa e espada rendeu frutos para Ridley Scott em 2000, com Gladiador. Utilizando efeitos especiais de ponta para recriar o Império Romano e muita ação em batalhas sensacionais, o filme impressionou o mundo e levou o Oscar de melhor filme - um feito e tanto, principalmente levando em conta seu lançamento distante do período de premiações. De lá pra cá, o diretor tentou a sorte no gênero por outras duas vezes - com Cruzada e Robin Hood, no segundo repetindo a parceria com Russel Crowe - mas sem muito sucesso. Agora, ele buscou ajuda no livro do Gênesis para tentar voltar ao sucesso nos blockbusters. Êxodo: Deuses e Reis é a nova aposta do bem sucedido diretor de Blade Runner, Alien e Thelma e Louise. O filme chega aos cinemas em um momento em que os grandes épicos bíblicos estão aos poucos reconquistando seu lugar com as audiências mundiais. Mas se no início do ano o Noé de Darren Aranofsky dividiu opiniões com sua narrativa ousada e cheia de liberdades ...

Crítica: O Juiz

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É complicado para um ator quando seus personagens começam a confundir-se com ele próprio. Em alguns casos funciona, principalmente nas comédias, se a característica em pauta é ser engraçado. Mas para um ator que tem pretensões dramáticas, isto é praticamente o cheque mate se a questão era sair do óbvio. Infelizmente Robert Downey Jr hoje se adequa totalmente a este quadro. Alçado à condição de estrela depois do sucesso em Homem de Ferro, e hoje um dos mais bem pagos atores de Hollywood - seu cachê para Os Vingadores foi de 50 milhões de dólares e mais um percentual da venda de ingressos -, Downey Jr agora pode escolher os projetos e até tem liberdade para fazer sugestões nos roteiros. Entretanto, a sensação de déjà vu que se tem ao observar suas últimas atuações já está tornando-se incômoda - e o público está começando a notar. O Juiz é o típico filme feito como veículo para a carreira de um ator - e seu principal problema começa aí. Vendido pela Warner como um de seus projeto...

Crítica: Festa no Céu

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Não há limites para a genialidade de Guilhermo Del Toro. Depois de encantar o mundo com O Labirinto do Fauno e fazer a alegria dos nerds com Círculo de Fogo, parecia que o mexicano teria que rebolar bastante para conseguir chamar atenção outra vez. Mas felizmente um gênero que saiu da periferia em Hollywood e cada vez mais atrai cineastas autorais - desde Tim Burton ( O Estranho Mundo de Jack, A Noiva Cadáver ), George Miller ( Happy Feet, o Pinguim ) e Gore Verbinski ( Rango ) - também despertou o interesse deste artista incansável. Festa no Céu (The Book of Life, no original) é uma grande homenagem ao folclore e a cultura mexicanas, e com poucos segundos se projeção já se pode entender o motivo de Del Toro ter agarrado a produção do longa com unhas e dentes. O animador Jorge R. Gutierrez utiliza seu traço único para contar uma história de três mundos que se unificam em um dos mais importantes feriados do país, o dia dos mortos.  Na aventura, Manolo, Joaquim e Ma...

Crítica: Hércules

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A Mitologia Grega é um terreno fértil para a imaginação dos roteiristas de Hollywood, embora possamos contar nos dedos os projetos bem sucedidos que foram protagonizados pela turma da antiga Grécia. O poderoso Hércules, um dos seus mais conhecidos personagens, foi também aquele que mais ganhou chance nas telas, fosse na TV ou no Cinema. Brett Ratner, ciente disto, queria fazer algo diferente: mostrar o semi-deus de forma mais factível, sem deixar de lado sua grandeza e seu grande poder. E foi nos quadrinhos que o diretor encontrou sua versão perfeita do herói grego: a graphic novel  Hércules - The Thracian Wars, lançada em 2008 pela Radical Comics. A série mostrava Hércules como líder de um grupo de mercenários, e explorava de forma mais acentuada a figura do homem por trás da lenda. Este espírito foi mantido em Hércules, porém com menos violência, o que garantiu ao filme uma classificação etária mais branda e que na teoria ampliaria seu público. Mas não foi o que se v...

Crítica: Lucy

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Luc Besson é um dos diretores que mais acredita nos filmes de ação com protagonistas femininas. São dele, entre outros, Nikita, Joana d´Arc  e O Quinto Elemento , produções que mostram mulheres fortes em tramas com muito tiroteio e correria. Dito isto, o diretor convidar Scarlett Johansson - que tem se destacado como a Viúva Negra nos filmes da Marvel Studios - para protagonizar um de seus filmes era um passo natural. Uma pena que a união do diretor e da atriz venha através de um projeto tão controverso. Lucy  não trata de um tema original: a premissa já foi utilizada pelo filme Sem Limites, protagonizado por Bradley Cooper. Para tentar soar diferente, Besson lota a história de metalinguagem e imagens surrealistas, com o único intuito de impressionar o público. Não dá certo. Lucy é uma norte-americana que está de passagem por Taiwan, entre bebedeiras e curtição. Até que um dia um pretenso namorado pede que ela entregue uma maleta a um homem desconhecido. Apesar de...