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Crítica: O Juiz

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É complicado para um ator quando seus personagens começam a confundir-se com ele próprio. Em alguns casos funciona, principalmente nas comédias, se a característica em pauta é ser engraçado. Mas para um ator que tem pretensões dramáticas, isto é praticamente o cheque mate se a questão era sair do óbvio. Infelizmente Robert Downey Jr hoje se adequa totalmente a este quadro. Alçado à condição de estrela depois do sucesso em Homem de Ferro, e hoje um dos mais bem pagos atores de Hollywood - seu cachê para Os Vingadores foi de 50 milhões de dólares e mais um percentual da venda de ingressos -, Downey Jr agora pode escolher os projetos e até tem liberdade para fazer sugestões nos roteiros. Entretanto, a sensação de déjà vu que se tem ao observar suas últimas atuações já está tornando-se incômoda - e o público está começando a notar. O Juiz é o típico filme feito como veículo para a carreira de um ator - e seu principal problema começa aí. Vendido pela Warner como um de seus projeto...

Crítica: Festa no Céu

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Não há limites para a genialidade de Guilhermo Del Toro. Depois de encantar o mundo com O Labirinto do Fauno e fazer a alegria dos nerds com Círculo de Fogo, parecia que o mexicano teria que rebolar bastante para conseguir chamar atenção outra vez. Mas felizmente um gênero que saiu da periferia em Hollywood e cada vez mais atrai cineastas autorais - desde Tim Burton ( O Estranho Mundo de Jack, A Noiva Cadáver ), George Miller ( Happy Feet, o Pinguim ) e Gore Verbinski ( Rango ) - também despertou o interesse deste artista incansável. Festa no Céu (The Book of Life, no original) é uma grande homenagem ao folclore e a cultura mexicanas, e com poucos segundos se projeção já se pode entender o motivo de Del Toro ter agarrado a produção do longa com unhas e dentes. O animador Jorge R. Gutierrez utiliza seu traço único para contar uma história de três mundos que se unificam em um dos mais importantes feriados do país, o dia dos mortos.  Na aventura, Manolo, Joaquim e Ma...

Crítica: Hércules

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A Mitologia Grega é um terreno fértil para a imaginação dos roteiristas de Hollywood, embora possamos contar nos dedos os projetos bem sucedidos que foram protagonizados pela turma da antiga Grécia. O poderoso Hércules, um dos seus mais conhecidos personagens, foi também aquele que mais ganhou chance nas telas, fosse na TV ou no Cinema. Brett Ratner, ciente disto, queria fazer algo diferente: mostrar o semi-deus de forma mais factível, sem deixar de lado sua grandeza e seu grande poder. E foi nos quadrinhos que o diretor encontrou sua versão perfeita do herói grego: a graphic novel  Hércules - The Thracian Wars, lançada em 2008 pela Radical Comics. A série mostrava Hércules como líder de um grupo de mercenários, e explorava de forma mais acentuada a figura do homem por trás da lenda. Este espírito foi mantido em Hércules, porém com menos violência, o que garantiu ao filme uma classificação etária mais branda e que na teoria ampliaria seu público. Mas não foi o que se v...

Crítica: Lucy

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Luc Besson é um dos diretores que mais acredita nos filmes de ação com protagonistas femininas. São dele, entre outros, Nikita, Joana d´Arc  e O Quinto Elemento , produções que mostram mulheres fortes em tramas com muito tiroteio e correria. Dito isto, o diretor convidar Scarlett Johansson - que tem se destacado como a Viúva Negra nos filmes da Marvel Studios - para protagonizar um de seus filmes era um passo natural. Uma pena que a união do diretor e da atriz venha através de um projeto tão controverso. Lucy  não trata de um tema original: a premissa já foi utilizada pelo filme Sem Limites, protagonizado por Bradley Cooper. Para tentar soar diferente, Besson lota a história de metalinguagem e imagens surrealistas, com o único intuito de impressionar o público. Não dá certo. Lucy é uma norte-americana que está de passagem por Taiwan, entre bebedeiras e curtição. Até que um dia um pretenso namorado pede que ela entregue uma maleta a um homem desconhecido. Apesar de...

Crítica: Os Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário

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Não há como falar de Cavaleiros do Zodíaco sem contar um pouco da história de sua influência na cultura pop brasileira. A série japonesa, um fenômeno de audiência nos anos 90, foi responsável pelo estouro dos animes (desenhos animados japoneses) em nosso país, consolidou todo um mercado editorial exclusivo e dedicado aos produtos japoneses e transformou os atores responsáveis pela dublagem em verdadeiros astros - um reconhecimento ao trabalho destes profissionais que começou graças à paixão dos fãs dos Cavaleiros de Athena e expandiu-se para toda a produção televisiva e cinematográfica. Toda essa paixão pela série é justificável; misturando de forma inteligente as mitologias grega, nórdica e romana com valores como confiança, amizade, determinação e persistência, Os Cavaleiros do Zodíaco acompanharam toda uma geração que consumia de forma ardorosa tudo que era derivado da série, de revistas a figuras colecionáveis. Depois de alguns anos sem novidades na tela grande sobre a sé...

Crítica: As Tartarugas Ninja

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Quando as Tartarugas Ninjas chegaram às telas na década de 90, o Cinema de Entretenimento era um pouco diferente do que temos hoje. Filmes de aventura e fantasia voltados para o público jovem eram uma raridade. Nos dias atuais, entretanto, esse filão rentável é prioridade na maioria dos estudios, que investem cada vez mais pesado em grandes produções cheias de efeitos especiais. Talvez este ponto explique o porquê dos quelônios já não causarem um frenesi tão grande frente ao público. Mesmo que os antigos filmes usassem efeitos antiquadros e atores fantasiados, ainda despertam a nostalgia dos fãs. No entanto, técnica apurada e visual estravagante não ajudam o novo As Tartarugas Ninjas, que sofre com um roteiro ineficiente e personagens nada carismáticos. O efeito Michael Bay pode ter ajudado bastante para reduzir a qualidade final da aventura. Embora apenas atuando como produtor executivo, Bay imprime seu ritmo alucinado ao filme, bem como as - desnecessárias - explosões, e...

Crítica: Guardiões da Galáxia

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Houve uma época em que filmes de super heróis eram uma aposta arriscada. Embora atualmente esta máxima tenha invertido - com os super seres abocanhando bilhões nas bilheterias -, as produções baseadas em HQs raramente alçam vôos mais altos no quesito inovação, e preferem agarrar-se ao óbvio ululante que costuma agradar a maior parte do público.  Mas a Marvel não estava querendo juntar-se a este bolo quando decidiu tornar-se um estúdio de cinema, que hoje conta com a força de marketing da poderosa Disney. Homem de Ferro, filme que adaptava para os cinemas as histórias do vingador dourado que era um personagem da segunda classe da editora, tomou Hollywood e o mundo de assalto, transformando Robert Downey Jr na estrela mais bem paga da atualidade e colocando o herói no mais alto escalação nas histórias e eventos da Casa das Idéias. Não bastasse esse começo arrasador, as pretensões eram maiores: a Marvel queria consolidar todo o seu Universo nos cinemas, e construiu peça por peça ...