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Crítica: Lucy

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Luc Besson é um dos diretores que mais acredita nos filmes de ação com protagonistas femininas. São dele, entre outros, Nikita, Joana d´Arc  e O Quinto Elemento , produções que mostram mulheres fortes em tramas com muito tiroteio e correria. Dito isto, o diretor convidar Scarlett Johansson - que tem se destacado como a Viúva Negra nos filmes da Marvel Studios - para protagonizar um de seus filmes era um passo natural. Uma pena que a união do diretor e da atriz venha através de um projeto tão controverso. Lucy  não trata de um tema original: a premissa já foi utilizada pelo filme Sem Limites, protagonizado por Bradley Cooper. Para tentar soar diferente, Besson lota a história de metalinguagem e imagens surrealistas, com o único intuito de impressionar o público. Não dá certo. Lucy é uma norte-americana que está de passagem por Taiwan, entre bebedeiras e curtição. Até que um dia um pretenso namorado pede que ela entregue uma maleta a um homem desconhecido. Apesar de...

Crítica: Os Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário

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Não há como falar de Cavaleiros do Zodíaco sem contar um pouco da história de sua influência na cultura pop brasileira. A série japonesa, um fenômeno de audiência nos anos 90, foi responsável pelo estouro dos animes (desenhos animados japoneses) em nosso país, consolidou todo um mercado editorial exclusivo e dedicado aos produtos japoneses e transformou os atores responsáveis pela dublagem em verdadeiros astros - um reconhecimento ao trabalho destes profissionais que começou graças à paixão dos fãs dos Cavaleiros de Athena e expandiu-se para toda a produção televisiva e cinematográfica. Toda essa paixão pela série é justificável; misturando de forma inteligente as mitologias grega, nórdica e romana com valores como confiança, amizade, determinação e persistência, Os Cavaleiros do Zodíaco acompanharam toda uma geração que consumia de forma ardorosa tudo que era derivado da série, de revistas a figuras colecionáveis. Depois de alguns anos sem novidades na tela grande sobre a sé...

Crítica: As Tartarugas Ninja

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Quando as Tartarugas Ninjas chegaram às telas na década de 90, o Cinema de Entretenimento era um pouco diferente do que temos hoje. Filmes de aventura e fantasia voltados para o público jovem eram uma raridade. Nos dias atuais, entretanto, esse filão rentável é prioridade na maioria dos estudios, que investem cada vez mais pesado em grandes produções cheias de efeitos especiais. Talvez este ponto explique o porquê dos quelônios já não causarem um frenesi tão grande frente ao público. Mesmo que os antigos filmes usassem efeitos antiquadros e atores fantasiados, ainda despertam a nostalgia dos fãs. No entanto, técnica apurada e visual estravagante não ajudam o novo As Tartarugas Ninjas, que sofre com um roteiro ineficiente e personagens nada carismáticos. O efeito Michael Bay pode ter ajudado bastante para reduzir a qualidade final da aventura. Embora apenas atuando como produtor executivo, Bay imprime seu ritmo alucinado ao filme, bem como as - desnecessárias - explosões, e...

Crítica: Guardiões da Galáxia

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Houve uma época em que filmes de super heróis eram uma aposta arriscada. Embora atualmente esta máxima tenha invertido - com os super seres abocanhando bilhões nas bilheterias -, as produções baseadas em HQs raramente alçam vôos mais altos no quesito inovação, e preferem agarrar-se ao óbvio ululante que costuma agradar a maior parte do público.  Mas a Marvel não estava querendo juntar-se a este bolo quando decidiu tornar-se um estúdio de cinema, que hoje conta com a força de marketing da poderosa Disney. Homem de Ferro, filme que adaptava para os cinemas as histórias do vingador dourado que era um personagem da segunda classe da editora, tomou Hollywood e o mundo de assalto, transformando Robert Downey Jr na estrela mais bem paga da atualidade e colocando o herói no mais alto escalação nas histórias e eventos da Casa das Idéias. Não bastasse esse começo arrasador, as pretensões eram maiores: a Marvel queria consolidar todo o seu Universo nos cinemas, e construiu peça por peça ...

Crítica: Transformers - A Era da Extinção

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Normalmente fazer uma crítica para um filme ruim é tão ou mais divertido que assisti-lo. Neste ponto, então, podemos dizer que Michael Bay é como um Chico Anysio para os críticos de cinema. E depois da franquia Transformers, ele ganhou direito à sua estrela na calçada da fama da mediocridade com láureas. Correria, barulheira, explosões, milhares de coisas acontecendo ao mesmo tempo sem qualquer sentido: é assim que podemos definir qualquer um dos filmes dos robôs gigantes da Hasbro já lançados. E quanto mais grana a franquia faz nas bilheterias - Transformers, O Lado Oculto da Lua está entre as 10 maiores bilheterias da história com mais de 1,1 bilhões - mais exagerado é o filme seguinte, o que nos traz até este Transformers - A Era da Extinção.  Mas fazendo a devida justiça aos produtores, o novo Transformers não é um desperdício total da paciência do público na poltrona. Ao menos tiveram a excelente ideia de mandar pra casa todo o elenco dos primeiros filmes, incluin...

Crítica: Planeta dos Macacos - O Confronto

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Confesso que Planeta dos Macacos é uma franquia que mexe comigo de muitas maneiras, principalmente no que diz respeito à paixão pelo Cinema. Nunca esquecerei quando, ainda garoto, fui apresentado ao clássico sessentista e passei  algumas noites sem dormir refletindo sobre ele: a força do texto, das interpretações, toda aquela atmosfera de caos e desolação. Por isso mesmo, ao me atrever a assistir algumas das sequencias que viriam ao longo dos anos - incluído aí o equivocado filme de Tim Burton - tinha de suportar aquela sensação desconfortável de frustração por nunca ter tido a oportunidade de assistir um trabalho tão bom quanto o original. Isto acabou em 2011, quando Planeta dos Macacos - A Origem chegou às telas apresentando um novo conceito para a lenda, mas sem as viagens surrealistas que outros diretores nos empurraram goela à baixo. Finalmente havia um roteiro que respeitava o clássico e abria possibilidades incríveis para o desenvolvimento da história. E não demorou...

Crítica: O Homem Duplicado

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José Saramago é um escritor sensacional. Além de desenvolver histórias e personagens como ninguém, sempre consegue provocar no leitor sensações extremas, não necessariamente agradáveis. Quem viu  Ensaio sobre a Cegueira e reclamou do exagero de violência de algumas sequencias do filme, ficaria ainda mais impressionado com o romance que o originou, de difícil assimilação seja pela complexidade das ideias do escritor, seja pelo português arcaico utilizado no texto.  Não é preciso dizer que uma adaptação da obra de Saramago nunca irá render um filme padrão para o grande público, daqueles que faz a platéia sair saltitando da sala comentando essa ou aquela cena mais movimentada. É, sim, cinema para refletir e pensar por muito tempo depois de terminada a sessão. E não necessariamente vai divertir; na verdade, esse nem é seu objetivo principal. O Homem Duplicado entra nesta seleta lista de adaptações cinematográficas da obra do escritor Português tendo como ingrediente adici...