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Crítica: Guardiões da Galáxia

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Houve uma época em que filmes de super heróis eram uma aposta arriscada. Embora atualmente esta máxima tenha invertido - com os super seres abocanhando bilhões nas bilheterias -, as produções baseadas em HQs raramente alçam vôos mais altos no quesito inovação, e preferem agarrar-se ao óbvio ululante que costuma agradar a maior parte do público.  Mas a Marvel não estava querendo juntar-se a este bolo quando decidiu tornar-se um estúdio de cinema, que hoje conta com a força de marketing da poderosa Disney. Homem de Ferro, filme que adaptava para os cinemas as histórias do vingador dourado que era um personagem da segunda classe da editora, tomou Hollywood e o mundo de assalto, transformando Robert Downey Jr na estrela mais bem paga da atualidade e colocando o herói no mais alto escalação nas histórias e eventos da Casa das Idéias. Não bastasse esse começo arrasador, as pretensões eram maiores: a Marvel queria consolidar todo o seu Universo nos cinemas, e construiu peça por peça ...

Crítica: Transformers - A Era da Extinção

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Normalmente fazer uma crítica para um filme ruim é tão ou mais divertido que assisti-lo. Neste ponto, então, podemos dizer que Michael Bay é como um Chico Anysio para os críticos de cinema. E depois da franquia Transformers, ele ganhou direito à sua estrela na calçada da fama da mediocridade com láureas. Correria, barulheira, explosões, milhares de coisas acontecendo ao mesmo tempo sem qualquer sentido: é assim que podemos definir qualquer um dos filmes dos robôs gigantes da Hasbro já lançados. E quanto mais grana a franquia faz nas bilheterias - Transformers, O Lado Oculto da Lua está entre as 10 maiores bilheterias da história com mais de 1,1 bilhões - mais exagerado é o filme seguinte, o que nos traz até este Transformers - A Era da Extinção.  Mas fazendo a devida justiça aos produtores, o novo Transformers não é um desperdício total da paciência do público na poltrona. Ao menos tiveram a excelente ideia de mandar pra casa todo o elenco dos primeiros filmes, incluin...

Crítica: Planeta dos Macacos - O Confronto

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Confesso que Planeta dos Macacos é uma franquia que mexe comigo de muitas maneiras, principalmente no que diz respeito à paixão pelo Cinema. Nunca esquecerei quando, ainda garoto, fui apresentado ao clássico sessentista e passei  algumas noites sem dormir refletindo sobre ele: a força do texto, das interpretações, toda aquela atmosfera de caos e desolação. Por isso mesmo, ao me atrever a assistir algumas das sequencias que viriam ao longo dos anos - incluído aí o equivocado filme de Tim Burton - tinha de suportar aquela sensação desconfortável de frustração por nunca ter tido a oportunidade de assistir um trabalho tão bom quanto o original. Isto acabou em 2011, quando Planeta dos Macacos - A Origem chegou às telas apresentando um novo conceito para a lenda, mas sem as viagens surrealistas que outros diretores nos empurraram goela à baixo. Finalmente havia um roteiro que respeitava o clássico e abria possibilidades incríveis para o desenvolvimento da história. E não demorou...

Crítica: O Homem Duplicado

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José Saramago é um escritor sensacional. Além de desenvolver histórias e personagens como ninguém, sempre consegue provocar no leitor sensações extremas, não necessariamente agradáveis. Quem viu  Ensaio sobre a Cegueira e reclamou do exagero de violência de algumas sequencias do filme, ficaria ainda mais impressionado com o romance que o originou, de difícil assimilação seja pela complexidade das ideias do escritor, seja pelo português arcaico utilizado no texto.  Não é preciso dizer que uma adaptação da obra de Saramago nunca irá render um filme padrão para o grande público, daqueles que faz a platéia sair saltitando da sala comentando essa ou aquela cena mais movimentada. É, sim, cinema para refletir e pensar por muito tempo depois de terminada a sessão. E não necessariamente vai divertir; na verdade, esse nem é seu objetivo principal. O Homem Duplicado entra nesta seleta lista de adaptações cinematográficas da obra do escritor Português tendo como ingrediente adici...

Crítica: Como treinar seu dragão 2

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Quando lançou Como treinar seu dragão em 2010, a Dreamworks alçava seu vôo mais ousado: entregar um longa de animação visualmente impressionante e com uma história cativante e emocional - o que era bastante diferente dos pastiches das séries Shrek, Madagascar e Kung Fu Panda. A empreitada não apenas deu certo como impressionou pela ousadia, tornando o filme um dos maiores sucessos do estúdio. Considerando o sucesso alcançado nos cinemas e o abundante volume de material original disponível para adaptar (a série literária de mesmo nome, que possui doze volumes lançados), era questão de tempo para que uma continuação chegasse às telonas, principalmente sendo oriunda do estúdio que consolidou a onda das franquias animadas. E Como treinar seu dragão 2 não decepciona, mantendo a ousadia do original e ampliando o universo que havia sido apresentado no primeiro filme. A história se passa 5 anos depois dos eventos do original, e o protagonista Soluço (voz de Jay Baruchel) está visu...

Crítica: No Limite do Amanhã

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"Viva. Morra. Repita". Com esta tagline, Tom Cruise e Doug Liman começaram a vender No limite do amanhã ( Edge of tomorrow , no original) quando o projeto ainda se chamava All you need is kill. Apesar da mudança, a premissa básica do roteiro manteve-se fiel ao antigo título, o que garantiu um dos filmes de ficção mais inovadores e espetaculares dos últimos anos. E haja adrenalina!   No limite do amanhã é acelerado bem ao estilo do diretor, responsável por A identidade Bourne, filme que deu início à trilogia que redefiniu os rumos do cinema de ação. Doug Liman não poupa o fôlego da platéia e nem dos astros Tom Cruise e Emily Blunt, protagonistas de um intrincado jogo temporal diferente de tudo que você já viu. No filme, enquanto o planeta sofre com um ameaça em nível global - uma força alienígena que se alastra como uma praga de gafanhotos e está colocando em risco a vida em todo o planeta - o oficial Bill Cage (Cruise), figurão que cuida da assessoria de imprensa...

Crítica: Malévola

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Um dos calcanhares de aquiles do Cinema Hollywoodiano é a tentativa - quase sempre frustrada - de emplacar um filme solo de uma heroína. E neste ínterim, Angelina Jolie é uma das mais bem sucedidas atrizes na atualidade. Mas embora tenha emplacado Lara Croft em dois longas ( Tomb Raider e Tomb Raider - a origem da vida ) e surpreendido com a espiã Evelyn Salt em Salt, além de outros pequenos sucessos em que dividia as telas com pares do sexo masculino ( Sr e Sra Smith e O procurado ), faltava o grande personagem que marcasse de vez esta trajetória. E eis que a Disney resolve tentar a empreitada não com uma heroína, mas sim com uma vilã. Não somente uma vilã, mas uma das figuras mais emblemáticas dos clássicos de animação do estúdio. Malévola chega com duas missões difíceis: consagrar Jolie como heroína dos filmes de verão e recontar uma das suas mais apaixonantes histórias para um novo público. Pode-se dizer que houve um quase atingimento da meta em ambas as frentes. Embor...