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Crítica: Capitão América - O soldado invernal

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Trabalhar um personagem como o Capitão América não é uma coisa nada fácil. Pode-se dizer que ele é uma caricatura do imperialismo Norte-americano, levemente disfarçado pela personalidade nobre e ética, mas que no uniforme estampa com graça as cores da bandeira ianque. Assim dizendo, a ideia de que o personagem pudesse fazer sucesso no mercado globalizado que é o Cinema de hoje sempre foi uma incógnita.  Mas a Marvel não apenas insistiu em lançar um dos seus personagens mais importantes como também o colocou como figura de destaque em sua mais ousada empreitada cinematográfica. O resultado, Os Vingadores, tomou de assalto as bilheterias em 2012 e já está criando frisson pela aguardada sequência, A Era de Ultron, prevista para o próximo ano. E o bandeiroso chega a sua segunda aventura solo mostrando ainda mais vitalidade, com um roteiro imprevisível, cheio de reviravoltas e que bebe na fonte dos clássicos de espionagem do cinema moderno. Capitão América - O soldado inver...

Crítica: Capitão Phillips

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O Cinema de Paul Greengrass é daqueles facilmente identificáveis para quem é mais atento ao estilo de um diretor. Adepto da câmera na mão para sequencias de ação e de uma montagem acelerada para seus dramas geralmente baseados em acontecimentos reais, o cineasta conseguiu, ao longo de uma carreira relativamente curta - ele tem apenas oito longa metragens no curriculum - firmar-se como um dos melhores diretores da atualidade. Perder o fôlego na sala de projeção é parte do programa se você está indo assistir a um filme deste inglês responsável pela reformulação total no gênero de ação nos últimos anos (graças aos sucessos A Supremacia Bourne e O Ultimato Bourne ). Mas em Capitão Phillips, ele finalmente consegue fazer a angústia de acompanhar o desenvolvimento da história tornar-se uma experiência verdadeiramente sufocante, e sem dar tempo para a platéia sequer respirar. A história real do ataque de piratas Somalis ao navio cargueiro Maersk Alabama (primeira ocorrência dest...

Crítica: Jogos Vorazes - Em Chamas

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Muita coisa mudou desde que o primeiro Jogos Vorazes chegou aos cinemas, no primeiro trimestre de 2012. Os livros de Suzanne Collins, já campeões de vendas em mais de cinquenta países, ainda não eram um fenômeno pop comparável aos vampiros de Stephanie Meyer ou os Olimpianos de Rick Riordan; Jennifer Lawrence, apesar do sucesso de crítica e da indicação ao Oscar com Inverno da Alma, ainda era coadjuvante de luxo em filmes como X-men Primeira Classe; e o estúdio Lionsgate tinha como sua mais lucrativa franquia a série de terror Jogos Mortais, que já estava com sua fórmula esgotada aos litros. O anúncio da adaptação da série para as telonas, assim como outros projetos que pretendiam roubar o posto da franquia Harry Potter , era cercado de desconfiança. Mas as bilheterias mostraram que o público queria, sim, uma nova Saga literária nos cinemas - ela só precisava mostrar que tinha força para cativá-lo.   Jogos Vorazes assumiu o compromisso e atendeu as expectativas com mérito...

Crítica: Círculo de Fogo

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Guilhermo Del Toro ainda não havia tido a oportunidade de mostrar todo seu imenso talento para o grande público que lota os multiplexes no mundo. Nerd confesso, o cineasta até então havia entregue algumas adaptações de quadrinhos de orçamento modesto ( Blade 2  e Hellboy ), uma pequena obra-prima rodada no México, seu país de origem ( O labirinto do fauno ) e uma sequência de seu maior sucesso de público até então ( Hellboy, o exército dourado ). Por ser considerado um cineasta experimental, e, portanto, alternativo pela maioria, Del Toro ainda não popular o suficiente para atrair o interesse dos estúdios para grandes projetos. Mas esta história começou a mudar com o convite de Peter Jackson para que o diretor assumisse a cadeira da adaptação de O Hobbit. Del Toro não apenas aceitou como foi responsável pelo primeiro tratamento do roteiro e por grande parte do visual das criaturas e dos novos personagens que vimos no novo filme. Entretanto, por causa das disputas judiciais que...

Pôster da semana: "Thor - O Mundo Sombrio", de Alan Taylor (EUA, 2013)

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Pôster da semana: "Flores Raras", de Bruno Barreto (Brasil, 2013)

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Crítica: Meu Malvado Favorito 2

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No concorridíssimo mundo da animação digital, emplacar um projeto fora de um estúdio prestigiado pode ser considerado uma façanha para poucos. Dito isto, os mais de 500 milhões de dólares arrecadados nas bilheterias por Meu Malvado Favorito, longa do até então desconhecido Illumination Entertainment (divisão da Universal Pictures, que havia desistido da animação desde o fracasso de Os Dinossauros Voltaram ), se tornam ainda mais impressionantes. Não é surpresa esta continuação chegar aos cinemas tão rápido, principalmente considerando o sucesso que os personagens do filme tem feito nos parques temáticos, em campanhas publicitárias e nos milhares de produtos licenciados. Meu malvado favorito 2, no entanto, não é apenas fruto de uma necessidade mercadológica para manter acesa a marca lucrativa que são os Minions - que, aliás, terão seu próprio longa em 2015 -, mas uma divertida comédia que mantém a inteligência do primeiro filme, e vai agradar tanto aos pequenos quanto aos grandes. ...