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Crítica: Millenium - Os homens que não amavam as mulheres

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Franquias cinematográficas adaptadas de obras literárias são quase em sua totalidade produções destinadas ao público jovem. Deste bolo, temos O Senhor dos anéis, Harry Potter e o vindouro Jogos Vorazes, só para dar alguns exemplos. De tramas adultas, até pouco tempo, resumiam-se as adaptações dos livros de Dan Brown - cujos sucessos O código Da Vinci e Anjos e Demônios já viraram filmes pelas mãos de Ron Howard, com O símbolo perdido na agulha para ser o próximo. Os executivos de Hollywood precisaram virar seus olhos em direção da gelada Escandinávia para encontrar material para uma nova - e ambiciosa - série de cinema. Para quem gosta e acompanha outras escolas da sétima arte, Os homens que não amavam as mulheres não é nenhuma novidade. Um dos volumes da famosíssima trilogia Millenium - que na Suécia é tão importante que já leva milhares de turistas ao país, interessados em ver de perto as locações esmiuçadas em detalhes nas páginas dos romances do falecido escritor Stieg Larsson -, O...

Pôster da semana: "O Artista", de Michel Hazanavicius (França, 2011)

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Crítica: A separação

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O cinema contemporâneo do Irã seguia por um caminho semelhante, em alguns aspectos, ao cinema brasileiro. Focava-se nos dramas sociais da sociedade Persa, mas dava destaque demais a necessidade de cativar plateias estrangeiras com maneirismos de linguagem cinematográfica. Os enredos começaram a se tornar repetitivos, geralmente focando crianças que passam duras provações por conta da realidade do país (um dos mais bem sucedidos filmes desta safra é Filhos do Paraíso, dirigido por Majid Majidi). Quando não seguiam por este caminho, eram obras financiadas pelo governo para estimular a pesquisa sobre o Irã, seu entorno social, econômico e cultural. Nada muito diferente do cinema Russo da década de 20 ou mesmo do cinema alemão panfletário do regime nazista de Josef Goebbels. Dá para entender o motivo do filme de Asghar Farhadi ter causado rebuliço por onde passou e causado tanta preocupação em algumas autoridades iranianas. A separação é um trabalho que foge completamente aos dois estereót...

Crítica: Os descendentes

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Alexander Payne é o típico diretor que gosta de contar histórias simples que são protagonizadas por grandes personagens. Em Eleição, a jovem idealista que lutava contra o arrogante professor nas plenárias de uma eleição escolar; em As confissões de Schmidt, o homem que queria vencer a indiferença da filha em se casar com um cara que, na teoria, não servia para ela; e em Sideways, na jornada de dois homens pelas vinícolas da Califórnia na véspera do casamento de um deles, em que são postos em cheque conflitos pessoais e dilemas existenciais. Era de se supor que em seu novo trabalho o diretor mantivesse esta excelência, mas o que se vê em Os descendentes não é nada mais que uma palanque para promoção de George Clooney, em um personagem feito sob medida para emocionar os votantes da Academia e faturar um certo careca dourado. Os descendentes segue uma fórmula típica de drama familiar com toques de comédia que tem se mostrado tão eficiente nos últimos anos no que diz respeito aos prêmios d...

Os indicados ao Oscar 2012

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É no mínimo irônica a frase que estampa o cartaz do Oscar 2012, depois de avaliar a lista de indicados pela Academia ao maior prêmio do Cinema: "Celebrando os filmes em todos nós"? Não foi bem o que aconteceu. Mais uma vez, os votantes da certinha e quadrada Academia de Artes e Ciências Cinematográficas priorizaram os filmes feitos sob medida para sua caretice. E isto está longe de representar os anseios de todo o público! Não se culpem por perder audiência. O Oscar, ano após ano, relega filmes que atraem o grande público sob pretexto de valorizar apenas "obras de arte". Wall-e, The Dark Knight e A Origem foram algumas das vítimas deste pensamento antiquado. Antes de mais nada, o Oscar deve valorizar os melhores filmes e melhores profissionais envolvidos nestes filmes. Infelizmente nem sempre é o que acontece. Veja o absurdo da categoria de melhor filme em 2012: 9 indicados. Por que não dez? É o mesmo que dizer que, se poderiam chegar até 10 filmes, nenhuma outra pr...

Pôster da semana: "Tão Forte e Tão Perto", de Stephen Daldry (EUA, 2011)

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Globo de Ouro 2012

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No último domingo foram entregues os prêmios pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, conhecido como Globo de Ouro. Por muitos anos conhecido como principal prévia do Oscar (hoje, este papel já é considerado mais forte pelos prêmios dos sindicatos), o Globo de Ouro 2012 demonstrou uma tendência que está se consolidando para a entrega do prêmio da academia: a de que não haverá um favorito absoluto a melhor filme em fevereiro próximo. Nas categorias principais, O artista levou o prêmio de comédia (deixando para trás Meia noite em Paris, de Woody Allen), e Os descendentes foi laureado como melhor drama - numa categoria em que a disputa geralmente é mais apertada. A vitória do filme mudo e em preto e branco reacende a possibilidade de que tenhamos esta produção corajosa e que é uma homenagem e tanto ao cinema consagrada como o grande filme de 2012. Os descendentes também deu o prêmio de melhor ator para George Clooney. Muito está sendo dito que esta é a melhor atuação do ator...